Washington (EUA) – Um grupo de senadores do Partido Democrata que integra o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira, 28 de julho de 2026, uma nota pública em que acusa o ex-presidente Donald Trump e seu governo de difundir “teorias da conspiração” a respeito das eleições brasileiras.
Segundo o comunicado, postado na rede social X, a estratégia de lançar dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral no Brasil “mina a confiança na nossa própria democracia” e “afasta aliados no exterior”.
Vistos negados a emissários norte-americanos
A reação democrata ocorre poucos dias depois de o governo Lula (PT) ter negado vistos de entrada a dois altos funcionários do Departamento de Estado indicados politicamente por Trump. Os barrados foram:
• Riley M. Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL);
• Samuel Samson, subsecretário-adjunto do Departamento de Estado.
Ambos pretendiam visitar Brasília para reuniões com autoridades brasileiras e, de acordo com o planejamento oficial, verificar a integridade do sistema eleitoral.
Reportagem do Washington Post
A negativa de vistos foi revelada no sábado por reportagem do jornal The Washington Post e acrescentou tensão à relação bilateral, que já atravessa fase turbulenta. Para os senadores democratas, a tentativa do governo Trump de envolver-se no tema reforça suspeitas infundadas sobre a eleição brasileira.
“Propagar teorias da conspiração sobre as eleições não torna os EUA mais seguros”, diz o comunicado. “Isso mina a confiança em nossa democracia internamente e afasta nossos aliados no exterior.”
O episódio soma-se a outros atritos recentes entre Washington e Brasília, como a manutenção pelo governo Trump de um decreto de emergência nacional que impõe restrições ao Brasil, sob a alegação de violações de liberdade de expressão.
Até o momento, nem Trump nem representantes de seu gabinete se pronunciaram sobre as críticas dos parlamentares democratas.
Com informações de Gazeta do Povo