O Ministério do Planejamento e Orçamento anunciou nesta sexta-feira (14) a liberação de R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026. Com o desbloqueio, o montante retido cai de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.
O detalhamento de quanto cada órgão receberá será publicado em decreto previsto para quinta-feira (30).
Queda em despesas obrigatórias viabiliza liberação
Segundo o relatório bimestral de receitas e despesas primárias, a redução na projeção de gastos obrigatórios possibilitou o alívio. A estimativa total dessas despesas passou de R$ 2,2 trilhões para R$ 2,4 trilhões, puxada por:
• Despesas com pessoal e encargos sociais: recuo de R$ 4,2 bilhões;
• Benefícios previdenciários: menos R$ 3,2 bilhões;
• Benefício de Prestação Continuada (BPC): queda de R$ 3,2 bilhões.
Receita maior melhora projeção de déficit
O governo também revisou para cima a arrecadação, o que reduziu em R$ 8,3 bilhões a expectativa de déficit primário. A principal alta veio do Imposto de Renda, com aumento projetado de quase R$ 13 bilhões. Outros tributos tiveram elevação estimada:
• Cofins: +R$ 5,6 bilhões;
• CSLL: +R$ 4,8 bilhões;
• IPI: +R$ 4,4 bilhões;
• Imposto de Importação: +R$ 2 bilhões;
• IOF: +R$ 200 milhões.
Mesmo com a melhora, a equipe econômica ainda trabalha para reverter um déficit primário projetado em R$ 52 bilhões e alcançar a meta de superávit de R$ 34,3 bilhões.
Ajustes no cenário macroeconômico
O relatório elevou em R$ 33 bilhões a estimativa de Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 e reduziu a previsão do preço médio do barril de petróleo de US$ 91,25 para US$ 79,16. A projeção de inflação, porém, subiu: o IPCA passou de 4,49% para 5,08%, enquanto o INPC avançou de 4,57% para 5,30%.
A coletiva de imprensa foi conduzida pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e pela secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.
Com informações de Gazeta do Povo