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Andrei Rodrigues afirma ter agido sob ordem de Moraes em relatórios contra Mendonça

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o envio de relatórios de inteligência que mencionam o ministro André Mendonça foi realizado em cumprimento a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes. Ele pediu que a corte reconheça a legalidade desses relatórios durante sua defesa apresentada ao presidente do STF, Edson Fachin, nesta sexta-feira, 11 de setembro.

Andrei reiterou a posição do ministro Flávio Dino, afirmando que a ação de enviar os relatórios foi simplesmente uma execução da determinação de Moraes. Essa decisão foi tomada em 1º de setembro, no mesmo dia em que Mendonça divulgou um relatório contendo mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes. O diretor-geral também enfatizou que os documentos não foram divulgados externamente.

Ele argumentou que não houve violação de informações sigilosas, uma vez que os relatórios foram produzidos sem a intenção de divulgação e em estrito cumprimento a uma ordem judicial. Andrei também defendeu a elaboração dos relatórios, afirmando que Mendonça interpretou erroneamente a atividade de inteligência como uma investigação criminal, quando, na verdade, o intuito era gerar conhecimento para a tomada de decisões.

Em relação às acusações de monitoramento ilegal, Andrei minimizou os fatos, dizendo que as análises se baseavam em “informações e interações institucionais”. Além disso, ele contestou a alegação de que os relatórios seriam “apócrifos”, ressaltando que a natureza sigilosa da atividade de inteligência não exige a identificação do autor, apenas da agência que produziu os documentos.

Mendonça, por sua vez, criticou a interpretação de Andrei e afirmou que as classificações dos relatórios indicam que são de “difusão restrita”, “documento de trabalho”, “sem valor probatório” e com “confiança agregada baixa”. O ministro considerou ilícito o monitoramento e suspendeu a criação e compartilhamento desses relatórios focados na análise de membros do Supremo, da advocacia pública e da polícia, o que afetou investigações sob a relatoria de Dino.

A disputa entre os ministros e a PF continua a gerar tensões no âmbito do STF, com implicações para a condução de investigações em curso.

Fonte: Gazeta Do Povo.