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ONG denuncia Vietnã por associar grupos cristãos a terrorismo após investigar 119 fiéis

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A Christian Solidarity Worldwide (CSW) acusou o governo do Vietnã de transformar a prática religiosa de minorias em questão de segurança nacional. A declaração foi feita depois que o major-general Le Quang Nhan, chefe da Polícia Provincial de Gia Lai, informou ter investigado e processado 119 cristãos na região.

Durante reunião recente com o ministro da Segurança Pública, Luong Tam Quang, o oficial acrescentou que foram abertos dois processos criminais contra quatro réus. Eles são apontados como integrantes da Frente Unida para a Libertação das Raças Oprimidas (FULRO) e do chamado “Protestantismo De Ga”.

FULRO e “Protestantismo De Ga”

Formada na década de 1960, a FULRO representava minorias étnicas, especialmente os montagnards – em sua maioria protestantes – nas Terras Altas Centrais. O governo vietnamita classifica o grupo como organização terrorista, comparação semelhante à feita pelo Reino Unido ao IRA durante o período conhecido como The Troubles. O último reduto armado da FULRO, com cerca de 400 pessoas, rendeu-se às forças de paz da ONU no Camboja em 1992.

Já o termo “Protestantismo De Ga” é empregado pelas autoridades para rotular comunidades cristãs acusadas de defender maior autonomia para minorias étnicas, supostamente alinhadas à FULRO. Segundo a CSW, a expressão é vista como pejorativa e serve para deslegitimar a fé dessas populações.

Críticas da Christian Solidarity Worldwide

“O Vietnã caminha para se tornar um dos Estados mais repressivos na perseguição e no julgamento de grupos religiosos”, afirmou Mervyn Thomas, fundador e presidente da CSW. Para ele, associar comunidades religiosas a De Ga ou FULRO é “uma tentativa descarada de politizar e demonizar atividades religiosas legítimas”.

Thomas defendeu que o país seja responsabilizado por violações à liberdade de religião ou crença e a outros direitos fundamentais.

Com informações de Folha Gospel