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Colunista lista pleonasmos frequentes e orienta como evitá-los

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A revisora e redatora Verônica Bareicha publicou nesta terça-feira (7) no portal Pleno.News um artigo dedicado aos pleonasmos viciosos — repetições de palavras ou ideias consideradas desnecessárias na língua portuguesa. No texto, a autora diferencia o pleonasmo vicioso, que deve ser eliminado, do pleonasmo estilístico, recurso usado para dar ênfase ou beleza à frase.

Expressões que devem ser enxugadas

Bareicha apresenta 24 exemplos de expressões redundantes e sugere versões mais enxutas. Entre elas estão “adiar para depois” (adiar), “ambos os dois” (ambos), “descer para baixo” (descer) e “gritar alto” (gritar). A colunista lembra que, em todos os casos, o verbo ou substantivo já contém a informação completa.

A lista inclui ainda:

  • “certeza absoluta” – substituir por “certeza”;
  • “conclusão final” – usar apenas “conclusão”;
  • “repetir de novo” – optar por “repetir”;
  • “sair para fora” – empregar somente “sair”.

Casos que exigem atenção

A autora também comenta duas construções que geram dúvidas, mas não são necessariamente pleonasmos. “Habitat natural” pode ser aceitável quando se contrasta o ambiente original com um habitat artificial. Já “vítima fatal” é apontada como impropriedade: o adjetivo fatal deve qualificar o acidente, não a vítima.

Contexto e encerramento

No fim do artigo, Verônica Bareicha faz referência às eleições deste ano e afirma esperar que o país não “chova no molhado” ao insistir em decisões políticas que, segundo ela, “já não dão mais”.

Com informações de Pleno.News