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Flávio Bolsonaro prolonga viagem aos EUA para tentar impedir tarifa de 25% contra produtos brasileiros

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Washington (EUA) – O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta terça-feira (7) que permanecerá mais um dia nos Estados Unidos após participar de audiência sobre a possível aplicação de uma tarifa de 25% às exportações brasileiras.

Em mensagem publicada nas redes sociais, o parlamentar informou que adiou uma viagem que faria a Pernambuco na quinta-feira (9) para continuar conversando com autoridades norte-americanas. “Eu vou ter que ficar mais um dia aqui nos Estados Unidos para defender o Brasil desse tarifaço”, declarou. Segundo ele, o objetivo é apresentar argumentos técnicos e políticos de que a medida seria “muito ruim para o Brasil e também para os Estados Unidos”.

Flávio acrescentou que, “a partir do ano que vem, o Brasil vai ter um presidente da República que vai poder sentar de igual para igual para negociar com os Estados Unidos, mas sem tarifas sobre a mesa”, e ironizou: “Estou aqui protegendo o Brasil das tarifas e do Lula”.

USTR avalia sobretaxa

As audiências começaram na segunda-feira (6) na Comissão de Comércio Internacional dos EUA, em Washington. Conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o processo discute a taxa de 25% sugerida para importações de origem brasileira.

No início de junho, o USTR divulgou o resultado de uma investigação aberta em 2025 que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais. Entre os pontos levantados estão suposta preferência ao Pix em pagamentos eletrônicos, aplicação de tarifas consideradas desiguais, falhas no combate à corrupção, na proteção da propriedade intelectual e no enfrentamento do desmatamento ilegal.

As audiências são uma das etapas finais antes de o governo Donald Trump decidir se confirma ou não a sobretaxa. O USTR recomendou que alguns itens, como carne bovina, terras raras e aeronaves, fiquem de fora da medida.

Paralelamente, o órgão realiza nesta semana outro conjunto de audiências para avaliar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos de 60 países, incluindo o Brasil, sob a alegação de falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado ou escravo.

Com informações de Gazeta do Povo