Brasília, 26 de julho de 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou neste domingo (26) um artigo no jornal norte-americano The Washington Post no qual critica as novas tarifas de até 25% impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.
Impacto econômico
No texto, intitulado “Ninguém vai nos derrotar com mentiras”, Lula chama o aumento das taxas de “erro estratégico”. Segundo ele, diversos setores da indústria dos Estados Unidos dependem de insumos provenientes do Brasil. Com as importações mais caras, produtos como alimentos, calçados, autopeças e móveis ficariam mais onerosos para o consumidor norte-americano, o que, na avaliação do presidente, prejudicaria as economias dos dois países.
Balança comercial
Lula lembra que Brasil e Turquia passaram a figurar entre os principais alvos das tarifas de Washington, atrás apenas da China. O presidente sublinha que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 428 bilhões no comércio com o Brasil, motivo pelo qual considera as novas restrições “injustas”.
Resposta a autoridades dos EUA
O artigo também rebate declarações de Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, que havia sugerido que o Brasil não seria um país amigo dos EUA. Para Lula, qualquer tentativa de instrumentalizar a parceria bilateral “para fins eleitorais ou ideológicos” não prosperará.
Segurança e crime organizado
Lula contesta ainda a decisão de Trump de classificar facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. Ele argumenta que esses grupos visam lucro, não mudança política, e defende cooperação em investimentos e tecnologia para enfrentar fome e desigualdade, apontadas como causas raiz da violência no continente.
Questão dos vistos
Apesar de ter sido publicado logo após o governo brasileiro negar vistos a funcionários do Departamento de Estado que viriam ao país para inspecionar urnas eletrônicas, o texto não menciona o episódio. O presidente encerra o artigo afirmando que o destino do Brasil será decidido pelos próprios brasileiros, “sem submissão a outros países”.
Com informações de Gazeta do Povo