E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Internacional / Pressão ambiental suspende 75 projetos de data centers nos EUA e acende alerta sobre liderança em IA

Pressão ambiental suspende 75 projetos de data centers nos EUA e acende alerta sobre liderança em IA

ocrente 1785092092
Spread the love

No início de 2026, movimentos ambientalistas nos Estados Unidos levaram ao cancelamento ou adiamento de 75 obras de data centers, instalações essenciais para armazenar dados de internet e abastecer aplicações de Inteligência Artificial (IA). A paralisação atinge diversos estados e coloca em risco a infraestrutura considerada estratégica para manter a primazia tecnológica do país.

Consumo elevado de energia e água motiva protestos

Os críticos afirmam que esses complexos demandam grandes volumes de eletricidade, pressionando tarifas locais, além de utilizarem muita água para resfriar os servidores. Ruídos constantes dos sistemas de ventilação também são apontados como incômodo por moradores vizinhos. Em abril, manifestantes ocuparam as ruas de Washington para barrar novas licenças.

Reações diferentes entre estados

Em Nova York, a governadora Kathy Hochul impôs uma moratória de 12 meses para a emissão de autorizações, período em que seu governo pretende definir normas ambientais mais rígidas. Já estados governados por republicanos, como Montana e Missouri, adotaram postura oposta: firmaram acordos com empresas de tecnologia para que arquem com parte dos custos de energia e invistam em melhorias na rede elétrica.

Risco estratégico frente à China

Especialistas alertam que a demora na expansão dos chamados “galpões de dados” pode enfraquecer a competitividade norte-americana frente à China. Segundo analistas, a escassez de infraestrutura, e não de profissionais qualificados, é o principal obstáculo para o avanço da IA no país, com possíveis reflexos econômicos e militares.

Tecnologias de mitigação já existem

Empresas do setor estudam soluções para reduzir o impacto ambiental, como sistemas de resfriamento que utilizam água de reuso. Em nações como a Finlândia, o calor gerado pelos servidores é reaproveitado para aquecer residências e prédios públicos, modelo que vem sendo observado por autoridades norte-americanas.

Enquanto não há consenso nacional, projetos seguem travados ou renegociados, e a disputa entre metas ambientais e ambições tecnológicas permanece no centro do debate político dos Estados Unidos.

Com informações de Gazeta do Povo