No Angelus deste domingo, 26 de julho de 2026, o papa Leão XIV fez um apelo urgente para que todos os ataques no Oriente Médio sejam suspensos de imediato. Falando a fiéis na Praça de São Pedro, o pontífice pediu que as partes envolvidas retomem o caminho da diplomacia a fim de proteger civis e evitar o colapso de serviços essenciais, como abastecimento de água e energia.
Preocupação com a escalada da violência
Leão XIV manifestou “profunda preocupação” com o aumento dos confrontos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Segundo ele, a continuidade das hostilidades tem provocado alto número de vítimas civis e agravado crises humanitárias já existentes. O papa advertiu que “o ciclo de destruição precisa ser interrompido” para que uma solução política justa possa emergir.
Episódios recentes que acirraram a tensão
A tensão se intensificou após um tiroteio em Tell, no sudoeste de Nablus, que resultou na morte de palestinos e de soldados israelenses. Em seguida, ocorreram novos ataques em diferentes comunidades, enquanto o governo de Israel anunciou a ampliação de operações militares em áreas consideradas focos de terrorismo. O pontífice apelou para que “todas as iniciativas unilaterais sejam rejeitadas em favor do diálogo”.
Parábolas bíblicas como caminho para a paz
Durante a homilia, o papa recorreu às parábolas do “tesouro escondido” e da “pérola de grande valor” para ilustrar que a paz e a justiça são bens inestimáveis. Ele afirmou que abandonar o orgulho ou as armas em prol da reconciliação “não limita a vida das nações, mas a amplia”, permitindo que os povos vivam plenamente.
Referência a Elias Hoayek
Leão XIV lembrou a beatificação de Elias Hoayek, patriarca maronita que liderou a Igreja entre 1899 e 1931 e é conhecido como “Pai do Grande Líbano”. Ao citar o novo beato, o papa ressaltou a importância do diálogo e da sensibilidade social, qualificando o Líbano como “muito querido” ao seu coração.
Mensagem aos idosos e crítica ao consumismo
A celebração coincidiu com o Dia Mundial dos Avós. O pontífice classificou os idosos como “dom precioso” que merece cuidado e respeito. Ele também condenou a “cultura de consumo”, que cria necessidades artificiais e oferece soluções incapazes de gerar verdadeira felicidade. Para o papa, sabedoria e relacionamentos — com o próximo e com Deus — devem ter prioridade sobre bens materiais.
O Vaticano não divulgou, até o momento, detalhes sobre eventuais iniciativas diplomáticas formais decorrentes do apelo papal.
Com informações de Gazeta do Povo