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Trump escolhe radiologista que manteve gravidez na adolescência para o cargo de cirurgiã-geral dos EUA

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WASHINGTON, 11 de maio de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a radiologista Dra. Nicole Saphier para o posto de cirurgiã-geral do país. A médica, que se especializou em câncer de mama, ganhou notoriedade no movimento pró-vida após revelar que manteve a gestação quando engravidou de forma não planejada aos 17 anos.

Trajetória pessoal e profissional

Nascida e criada em família católica, Saphier contou que se apoiou fortemente na fé durante a gravidez na adolescência. “Perdi muitos amigos quando decidi ter o bebê. Eu lia intensamente minha Bíblia para adolescentes em busca de força”, relembrou em entrevista à CBN News. O filho, Nick, acompanhou todas as cerimônias de formatura da mãe e, já adulto, ingressou na escola de aviação.

Após concluir o ensino médio com o filho ainda bebê, Saphier formou-se em Medicina, concluiu residência e cumpriu fellowship na Clínica Mayo, uma das instituições mais prestigiadas dos Estados Unidos.

Como ocorreu a indicação

A nomeação foi anunciada no fim de abril, depois de Trump retirar a candidatura da Dra. Casey Means, cuja postura sobre aborto era contestada por grupos pró-vida. A decisão foi celebrada por lideranças do movimento. A fundadora da organização Live Action, Lila Rose, classificou Saphier de “inspiradora”, enquanto o Comitê Nacional pelo Direito à Vida chamou a escolha de “especialmente significativa”.

Raimundo Rojas, porta-voz da entidade, destacou o relato público da médica sobre “medo, incerteza, julgamento e pressão” vividos na gravidez. “Muitas jovens ouvem que o aborto resolverá tudo e que a maternidade arruinará o futuro. A Dra. Saphier escolheu o caminho considerado mais difícil e isso moldou sua carreira”, afirmou.

Panorama legislativo sobre aborto

A indicação ocorre em meio a novas medidas estaduais sobre o tema. Em Oklahoma, o governador Kevin Stitt (Partido Republicano) sancionou lei que criminaliza a distribuição de drogas abortivas. A infração pode resultar em multa de até US$ 100 mil e/ou pena de 10 anos de prisão, excetuando-se casos de gravidez ectópica ou aborto espontâneo. A norma entra em vigor 90 dias após o fim da atual sessão legislativa.

No Kentucky, um juiz de Tribunal de Circuito derrubou parte da legislação que definia a vida humana a partir da concepção. A decisão retira a proteção jurídica que classificava embriões como seres humanos e afasta questionamentos sobre a prática de fertilização in vitro (FIV) no estado.

A candidatura de Nicole Saphier ainda precisa ser confirmada pelo Senado norte-americano. Se aprovada, ela assumirá a função de principal autoridade de saúde pública do país, sucedendo o atual ocupante interino do cargo.

Com informações de Gazeta do Povo