Washington (11.mai.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou qualquer possibilidade de voltar atrás na decisão de retirar o país da Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo após a confirmação de casos de hantavírus ligados ao cruzeiro MV Hondius.
Questionado no Salão Oval sobre se o episódio poderia levá-lo a reavaliar a ruptura anunciada no ano passado, Trump foi direto: “Não, estou satisfeito [por ter saído da OMS]”.
Repatriação de passageiros
O governo norte-americano repatriou 18 passageiros do navio, que agora cumprem quarentena em território americano. Um deles, infectado pela variante Andes – a única conhecida por permitir transmissão limitada entre pessoas –, foi encaminhado a uma unidade de biocontenção no Centro Médico da Universidade de Nebraska.
Segundo as autoridades de saúde dos EUA, o risco para a população em geral permanece “muito baixo”. A transmissão da variante Andes costuma exigir contato próximo e prolongado com alguém sintomático.
Críticas renovadas à OMS
Ao comentar o surto, Trump retomou críticas feitas durante a pandemia de covid-19. Ele lembrou que os Estados Unidos destinavam cerca de US$ 500 milhões por ano à OMS e, ainda assim, “não recebiam tratamento adequado”.
“Estavam fazendo diagnósticos errados”, afirmou o presidente, acrescentando que a entidade teria evitado associar a covid-19 a Wuhan por influência de Pequim. “Recebemos informações completamente equivocadas”, disse.
Monitoramento de 42 dias
Dos 18 repatriados, 16 foram levados para o Centro Médico da Universidade de Nebraska. Outros dois seguiram para o Hospital Universitário Emory, em Atlanta – um sintomático e um contato próximo assintomático. O acompanhamento poderá durar até 42 dias, conforme previsto pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Repercussão internacional
Na semana passada, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, pediu que Estados Unidos e Argentina reconsiderassem a saída da organização, lembrando que “vírus não respeitam fronteiras”. O governo argentino, chefiado por Javier Milei, rebateu, acusando a agência de usar o surto para pressionar decisões soberanas.
Trump declarou esperar que a situação do hantavírus “esteja sob controle” e elogiou o “trabalho fantástico” realizado pelo centro médico em Nebraska.
Com informações de Gazeta do Povo