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EUA realizam 25 voos de vigilância próximos à costa cubana desde fevereiro

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Washington, 11 de maio de 2026 – A Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos intensificaram os voos de reconhecimento em torno de Cuba e já somam 25 operações desde 4 de fevereiro, segundo registros públicos de aviação compilados pela emissora CNN.

As missões têm empregado aeronaves de patrulha marítima P-8A Poseidon, plataformas de coleta de sinais RC-135V Rivet Joint e drones de alta altitude MQ-4C Triton. De acordo com dados da ferramenta FlightRadar24, a maioria dos voos aproximou-se de Havana e Santiago de Cuba, chegando em alguns casos a menos de 65 quilômetros do litoral da ilha.

Pressão crescente sobre o regime de Havana

O aumento das incursões aéreas ocorre em meio a especulações sobre uma possível operação militar norte-americana contra o governo cubano. Em 30 de janeiro, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa a países que exportam petróleo para Cuba, justificando que a ilha estaria abrindo espaço para bases militares de adversários dos EUA.

A medida levou fornecedores tradicionais, como o México, a interromper os embarques. O bloqueio, somado à proibição de petróleo venezuelano após a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, aprofundou a crise energética cubana, resultando em apagões diários. Em março, Washington autorizou remessas pontuais de petróleo russo.

Trump também declarou que Cuba pode ser o próximo alvo depois das ações norte-americanas na Venezuela e no Irã. Em abril, o jornal USA Today revelou que o Pentágono acelerou o planejamento para uma eventual intervenção na ilha.

Novas sanções econômicas

Na última semana, Washington impôs sanções ao conglomerado Gaesa, controlado pelos militares cubanos, ao seu diretor e à mineradora de economia mista Moa Nickel. A decisão levou a canadense Sherritt a abandonar a joint venture que mantinha com a estatal Compañía General de Níquel.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel reagiu acusando os Estados Unidos de intensificar a pressão econômica e descartou qualquer possibilidade de rendição.

Com informações de Gazeta do Povo