São Paulo — A confirmação da morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, nesta sexta-feira (17) em Santana de Parnaíba, região metropolitana de São Paulo, ganhou destaque imediato nos principais veículos de imprensa do planeta. O ex-ala, conhecido como “Mão Santa”, estava internado no Hospital e Maternidade Santa Ana e lutava contra um tumor cerebral diagnosticado em 2011.
Argentina recorda feito histórico em Indianápolis
O jornal La Nación descreveu Oscar como “uma lenda do basquete mundial” e enfatizou as marcas de 49.703 pontos em 25 temporadas como profissional — recorde mantido por mais de duas décadas, até ser superado por LeBron James em abril de 2024 —, além dos 1.093 pontos acumulados em cinco edições olímpicas, número ainda inalcançado nos Jogos. Também argentino, o Clarín chamou o brasileiro de “uma das maiores lendas” e relembrou a final dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115 em plena casa norte-americana.
Veículos dos EUA, Europa e Itália exaltam pontuação recorde
Nos Estados Unidos, o Washington Post reproduziu reportagem da agência Associated Press destacando que Oscar permaneceu por mais de 20 anos como maior pontuador da história do basquete. Na Espanha, o El País frisou que o brasileiro quebrou em 2001 o recorde antes pertencente a Kareem Abdul-Jabbar, e citou nota da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) classificando-o como “um dos maiores nomes da história do basquete”.
O francês Le Figaro ressaltou a “carreira excepcionalmente longa” do ex-jogador e repercutiu o tributo da CBB, que o descreveu como “ícone absoluto do esporte”. Já na Itália — onde Oscar atuou de 1982 a 1990 pelo Juvecaserta e depois pelo Pavia — a La Gazzetta dello Sport publicou homenagem intitulada “Adeus a Oscar, lenda do basquete”, lembrando os 13.957 pontos em 11 temporadas italianas e média de 34,6 pontos por partida, marca jamais igualada por outro estrangeiro na liga. O La Repubblica enfatizou que ele segue como o único brasileiro no Hall da Fama do basquete.
Carreira olímpica e decisão de recusar a NBA
Oscar Schmidt disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 — e conquistou o bronze no Mundial das Filipinas de 1978. Selecionado no draft da NBA de 1984 pelo New Jersey Nets, recusou a oferta para manter-se disponível à seleção brasileira, já que, à época, atletas da liga norte-americana não podiam defender seus países em competições internacionais.
A despedida do “Mão Santa” mobilizou redações de todos os continentes e reforçou, nas palavras da CBB, seu legado “que redefiniu os limites do possível em quadra”.
Com informações de Gazeta do Povo