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EUA planejam sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros e acendem alerta em Brasília

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Brasília, 2 de junho de 2026 – O governo dos Estados Unidos propôs aplicar, a partir de 15 de julho, uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos industrializados brasileiros. A medida, justificada por Washington como resposta a supostas práticas comerciais desleais, mobilizou o setor produtivo e autoridades em Brasília.

Alvos da tarifa

Segundo estimativas, cerca de 25% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano serão atingidas, o equivalente a quase US$ 10 bilhões. A lista inclui máquinas pesadas, transformadores elétricos, madeira beneficiada, granito e etanol. Commodities como petróleo, minério de ferro, café, carne e aviões comerciais permaneceram fora da cobrança extra.

Motivos alegados pelos EUA

Entre os principais argumentos, os EUA citam o Pix, apontado como vantagem competitiva para bancos locais em detrimento de bandeiras de cartões estrangeiras. Também foram mencionados a ausência de taxação sobre o etanol importado pelos brasileiros, dificuldades no combate ao desmatamento e decisões judiciais no Brasil que afetariam redes sociais de origem americana.

Efeitos previstos na economia brasileira

Analistas e integrantes do governo temem impacto direto na taxa de câmbio. Menor entrada de dólares pode pressionar a moeda norte-americana, elevando preços de produtos importados e de alimentos. Para conter a inflação, o Banco Central poderia manter ou até aumentar os juros, encarecendo crédito, financiamento imobiliário e aquisição de veículos.

Resposta de Brasília

O Itamaraty e o vice-presidente Geraldo Alckmin classificaram a proposta como “descabida” e interferência em assuntos internos. Dados oficiais foram apresentados aos norte-americanos mostrando que, nos últimos 15 anos, os EUA registraram superávit expressivo na balança bilateral, além de 76% das vendas americanas ao Brasil entrarem isentas de tarifa.

Negociações em curso

Embora o anúncio formal esteja marcado para 15 de julho, os governos mantêm diálogo. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump já conversaram, e equipes técnicas seguem negociando para tentar encerrar a investigação norte-americana sem a aplicação das penalidades.

A decisão final dos EUA definirá o rumo das exportações brasileiras de manufaturados e poderá influenciar a política monetária doméstica nos próximos meses.

Com informações de Gazeta do Povo