Berlim — Padre Bruno Kant, considerado o sacerdote mais velho do mundo, faleceu na noite de sexta-feira, 29 de maio, aos 110 anos, na paróquia de Eichenzell-Löschenrod, Diocese de Fulda, Alemanha.
Uma vida dedicada ao sacerdócio
Nascido em 1916 perto de Danzig, região que hoje pertence à Polônia, Kant sonhava com o ministério desde os 9 anos. Seus planos foram interrompidos pelo regime nazista, que o convocou para trabalho forçado e para o serviço militar. Durante a Segunda Guerra Mundial, passou quatro anos como prisioneiro de guerra na Rússia, antes de reencontrar a família, refugiada no Ocidente.
Superados os obstáculos, foi ordenado sacerdote em 1950. Desde então, exerceu o ministério por mais de sete décadas, reduzindo as atividades apenas na idade avançada — ele deixou de dirigir aos 102 anos e, nos últimos anos, já não celebrava missas públicas, mas continuava visitando enfermos sempre que possível.
Reconhecimento recente
No fim de fevereiro deste ano, o papa Leão XIV enviou uma bênção a Kant em comemoração a seu 110º aniversário, agradecendo pelos “muitos anos de serviço sacerdotal fiel e dedicado”.
Homenagens
O bispo Michael Gerber, de Fulda, lembrou o encontro que teve com o religioso há alguns meses: “Mesmo em idade tão avançada, ele irradiava humildade, bondade e profundidade espiritual”.
O padre Guido Pasanow, responsável pela paróquia onde Kant viveu até o fim da vida, destacou que a comunidade “perde uma pessoa que foi fundamental durante muitos anos” e afirmou ser grato por tudo que o confrade “contribuiu para a comunidade”.
Rotina e espiritualidade
Nos últimos anos, Kant passava os dias resolvendo sudokus, lendo jornais, assistindo televisão e, sobretudo, rezando. “Rezar me mantém jovem”, declarou em 2025, quando também afirmou: “Espero morrer todos os dias. Não estou longe disso”.
O funeral do padre Bruno Kant será conduzido pela Diocese de Fulda, em data ainda a ser confirmada.
Com informações de Gazeta do Povo