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Justiça eleitoral do Peru barra tentativas da esquerda de invalidar votos de peruanos no exterior

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A Justiça Eleitoral do Peru rejeitou, nesta terça-feira (16), três recursos apresentados pelo partido de esquerda Juntos por el Perú, do candidato presidencial Roberto Sánchez, que pediam a anulação de votos registrados por peruanos residentes nos Estados Unidos e na Argentina durante o segundo turno da eleição presidencial.

As decisões foram tomadas pelo Jurado Electoral Especial (JEE) de Lima Centro 2, que considerou os pedidos improcedentes por não atenderem a exigências formais estabelecidas na legislação eleitoral, como respeito aos prazos, pagamento de taxas e representação legal adequada.

Pedidos nos Estados Unidos

Um dos recursos solicitava a invalidação de votos em 647 seções eleitorais distribuídas em cidades como Nova York, Carolina do Norte e Salt Lake City. O documento foi protocolado após o prazo legal e, por isso, não teve o mérito analisado.

Outro pedido tratava de 174 seções em Chicago, Houston e Nova Jersey. Além de ter sido apresentado fora do prazo, a petição foi assinada por um representante sem autorização para atuar perante o tribunal e não incluiu o pagamento da taxa obrigatória.

Tentativa na Argentina

A legenda de Sánchez também tentou anular votos em 294 seções instaladas na Argentina, alegando supostas irregularidades envolvendo funcionários consulares, membros das mesas de votação e o transporte do material eleitoral. O recurso, entretanto, foi entregue em 13 de junho, três dias após o prazo final, e igualmente rejeitado por questões processuais.

Em todos os casos, o JEE optou por não avaliar o conteúdo das denúncias, limitando-se às falhas de procedimento. Especialistas consultados pelo jornal peruano El Comercio afirmaram que os recursos descumpriram requisitos essenciais previstos na legislação.

Recurso aceito em Lima

Apesar dos reveses no exterior, o Juntos por el Perú obteve uma vitória parcial: um recurso que contesta o resultado em 1.751 seções da capital foi admitido para análise pelo plenário do Jurado Nacional de Elecciones (JNE), instância máxima da Justiça Eleitoral peruana.

Cenário da apuração

Com 99,148 % das atas processadas, a candidata de direita Keiko Fujimori (Fuerza Popular) lidera com 50,101 % dos votos válidos, enquanto Roberto Sánchez soma 49,899 %. A diferença entre os dois é de 36.657 votos.

No voto do exterior, alvo das contestações rejeitadas, Fujimori mantém ampla vantagem: 63,284 % contra 36,716 % de Sánchez.

Os recursos aceitos e rejeitados podem influenciar o resultado final, que dependerá das deliberações do JNE sobre as impugnações ainda em curso.

Com informações de Gazeta do Povo