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PM do DF admite ao STF que não vistoria carros do GSI após apreensão de arma de Bolsonaro

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) enviou nesta terça-feira (16) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório sobre a pistola Glock 9 mm registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apreendida um dia antes, durante blitz. No documento, a corporação reconhece que os veículos usados por agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) encarregados da escolta de Bolsonaro não passam por vistoria.

Por que não há vistoria

Segundo a PMDF, os carros do GSI permanecem estacionados em via pública, sem entrar na garagem ou em qualquer área interna da residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Por isso, diferentemente dos automóveis que entram ou saem do imóvel, eles não são submetidos às checagens de rotina.

Como foi a apreensão

A Glock foi localizada na segunda-feira (15) durante ponto de bloqueio realizado pela própria PMDF. Ao ser parado, o motorista — agente do GSI — afirmou que retirou a arma da casa do ex-presidente para consertar uma “pane no percussor”. A pistola estava no assoalho do veículo oficial da Presidência, acompanhada de um carregador sobressalente.

Exigências do relator

Relator da execução penal de Bolsonaro, Moraes deu 24 horas para a defesa do ex-mandatário explicar o motivo de a arma ter saído da residência a poucos dias do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar. O ministro também solicitou informações detalhadas à PMDF sobre o episódio.

Fiscalização em andamento

No ofício, a Polícia Militar informa que telefones celulares dos agentes do GSI ficam retidos em depósito sob sua guarda e que, para verificar o cumprimento das medidas cautelares impostas a Bolsonaro, vistoria habitáculos, porta-malas, mochilas e demais volumes de todos os veículos que deixam a residência. Horários, placas, nomes de condutores e passageiros, além da finalidade de cada deslocamento, são anotados.

Situação de Bolsonaro

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado, mas está em prisão domiciliar desde 24 de março para tratamento de uma broncopneumonia. O benefício temporário termina no fim de junho.

Com informações de Gazeta do Povo