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Derrotas de Lula no Congresso impulsionam bancada de direita e redefinem disputa eleitoral

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Parlamentares de oposição ganharam novo fôlego político após duas votações que impuseram reveses ao Palácio do Planalto nesta semana. Em 30 de abril de 2026, o Congresso Nacional rejeitou a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF) e derrubou vetos do presidente Lula ao projeto que define a dosimetria das penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O que mudou com as duas derrotas do governo

A reprovação de Messias representou a primeira recusa a um nome indicado pelo governo para o STF desde 2015. Já a restauração integral do texto sobre dosimetria endurece o cálculo de penas e mantém sanções mais pesadas para os envolvidos na invasão às sedes dos Três Poderes.

Próximos alvos da oposição

Embalada pelos resultados, a direita traçou dois objetivos imediatos:

  • aprovar um projeto de anistia aos presos do 8 de janeiro;
  • instalar a CPI da “Vaza Toga”, destinada a investigar supostos abusos de ministros de tribunais superiores.

Centrão sinaliza distanciamento

Líderes oposicionistas afirmam que o Centrão — bloco de partidos que costuma apoiar quem ocupa o Planalto — começa a se afastar do governo. O cálculo político seria o de que Lula chegaria enfraquecido às urnas de 2026, o que estimula deputados e senadores a apoiarem pautas conservadoras com alta aceitação popular.

Motivos da rejeição a Jorge Messias

A principal resistência veio de bancadas evangélicas e conservadoras. Embora Messias tenha declarado ser contrário ao aborto durante a sabatina, parlamentares citaram pareceres da Advocacia-Geral da União que endossam a interrupção da gravidez após 22 semanas em determinados casos. Esse histórico reforçou a percepção de “viés de esquerda” e selou a derrota do indicado.

Estratégia para 2027

Com as vitórias recentes, líderes de direita pretendem eleger o maior número possível de senadores em outubro de 2026. A expectativa é formar maioria conservadora a partir de 2027, situação que permitiria:

  • analisar pedidos de impeachment de ministros do STF;
  • barrar futuras indicações consideradas progressistas à Corte.

A oposição sustenta que, ao unir insatisfação popular, apoio do Centrão e articulação nas redes sociais, terá mais condições de influenciar a agenda política até o fim do atual mandato presidencial.

Com informações de Gazeta do Povo