Brasil, Espanha e mais nove nações pediram nesta sexta-feira (1º) a libertação do brasileiro Thiago Ávila e de outros ativistas detidos pela Marinha de Israel após a interceptação de uma flotilha humanitária em águas internacionais.
Em nota conjunta, Brasília e Madri classificaram a ação como “sequestro” de seus cidadãos e apontaram violação do Direito Internacional. O posicionamento recebeu apoio de Turquia, Jordânia, Paquistão, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia, que também condenaram a operação israelense.
Intervenção ocorreu perto da Grécia
A flotilha Global Sumud, composta por 58 embarcações que levavam medicamentos, alimentos e agasalhos para a Faixa de Gaza, foi abordada na quinta-feira (30) próximo à costa da Grécia, ainda em mar aberto, segundo a agência EFE.
Israel interceptou 22 barcos e prendeu 175 ativistas. De acordo com os organizadores, 34 pessoas precisaram de atendimento médico após desembarcarem na ilha de Creta, enquanto 36 embarcações conseguiram prosseguir viagem rumo a Gaza.
Acusações contra os detidos
Entre os presos estão o brasileiro Thiago Ávila, identificado como ativista pró-Palestina, e Saif Abukeshek, palestino com cidadania espanhola. O Ministério das Relações Exteriores de Israel acusa Abukeshek de liderar a Conferência Palestina para Palestinos no Exterior (PCPA), entidade que Tel Aviv e Washington apontam como ligada ao Hamas. Já Ávila é suspeito de “atividade ilegal”.
Após interrogatório, ambos foram levados ao centro de detenção de Shikma, em Ashkelon, depois de aportarem em Ashdod sob custódia militar. O governo israelense informou que os dois terão direito a visitas consulares.
Com informações de Gazeta do Povo