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Zema defende ampliar trabalho para adolescentes e vira alvo de críticas da esquerda

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Brasília — O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), divulgou neste sábado (2) um vídeo nas redes sociais em que defende a ampliação de oportunidades de trabalho para adolescentes a partir dos 14 anos. A manifestação ocorreu após repercussão negativa de declarações dadas por ele, na sexta-feira (1º), ao podcast “Inteligência Ltda.”.

Na entrevista, trechos da qual circularam nas redes sociais, Zema afirmou que “a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança” e comparou a legislação brasileira com a de países como os Estados Unidos, onde, segundo ele, “criança sai entregando jornal” sem que isso seja visto como exploração.

Constituição restringe trabalho de menores

Pelo artigo 7º da Constituição Federal, é proibido qualquer tipo de trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14. Entre 16 e 18 anos, atividades noturnas, perigosas ou insalubres também são vedadas.

No novo vídeo, Zema disse que o Brasil “precisa ampliar essas oportunidades com proteção, sem atrapalhar a escola, como já acontece em muitos países desenvolvidos” e alegou que milhões de adolescentes atuam hoje na informalidade, “sem qualquer tipo de proteção trabalhista”. Para ele, quando jovens não encontram “o caminho da educação e do trabalho”, acabam sendo aliciados pelo crime.

Reação de políticos de esquerda

As falas geraram reação imediata. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), afirmou nas redes sociais que Zema estaria defendendo trabalho infantil. “Defender o trabalho infantil é um ato de covardia”, escreveu Boulos.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) publicou a foto de uma criança limpando para-brisas em um semáforo e classificou a posição de Zema como “cruel e injusta” ao sustentar a ideia sob a ótica da meritocracia. Já o deputado Rogério Correia (PT-MG) declarou que “criança não trabalha, criança estuda” e questionou a pretensão de Zema de concorrer ao Palácio do Planalto.

Apesar das críticas, o pré-candidato do Novo manteve a defesa de mudanças na legislação para permitir que adolescentes trabalhem de forma regulamentada e com acompanhamento escolar.

Com informações de Gazeta do Povo