O Vaticano participa pela quarta vez consecutiva da La Biennale di Venezia, que segue em cartaz na Itália até 22 de novembro, com o objetivo declarado de alcançar pessoas que tradicionalmente não se envolvem com a vida religiosa.
Responsável pela iniciativa, o bispo irlandês Paul Tighe, secretário da Seção de Cultura do Dicastério para a Cultura e Educação, afirmou à EWTN News que os artistas contemporâneos “têm o dedo no pulso da humanidade” e podem transmitir mensagens que a Igreja nem sempre consegue comunicar.
Diálogo além dos muros
Segundo Tighe, o pavilhão da Santa Sé na Bienal exibe obras da cantora norte-americana de punk rock Patti Smith e da arquiteta mexicana Tatiana Bilbao. “Queremos que os artistas saibam que o diálogo da Igreja com a arte não ficou restrito ao passado; ele continua vivo hoje”, explicou.
O prelado comparou a aproximação com a arte contemporânea ao espaço conquistado pelos esportes na sociedade. “Há mais pessoas envolvidas com esporte em um domingo do que com a fé. Podemos lamentar isso ou tentar conversar com elas”, disse.
Programação extensa
Além da Bienal, o Vaticano prepara para 14 de setembro uma exposição sobre a água na Biblioteca Apostólica, que será inaugurada pelo papa Leão XIV. Já em 2025, durante o ano jubilar, a Santa Sé promoveu diversas mostras de arte contemporânea, incluindo um espaço expositivo em uma das vias que levam à Basílica de São Pedro, ainda aberto ao público.
Tighe ressaltou que a colaboração com artistas não é novidade para a Igreja. “Desde o início, a Igreja inspira e aprende com os criadores. Continuar essa tradição é fundamental para dialogar com as novas gerações”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo