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Prefeito de Nova York estuda prender Netanyahu durante Assembleia Geral da ONU

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Nova York, 18 de julho de 2026 – O prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani, declarou que avalia “fazer tudo o que a lei permitir” para deter o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, caso ele desembarque na cidade para a próxima Assembleia Geral das Nações Unidas, prevista para setembro.

Em entrevista ao jornal The New York Times, Mamdani afirmou que Netanyahu “pertence a Haia”, numa referência ao Tribunal Penal Internacional (TPI), que apresentou acusações de crimes de guerra contra o líder israelense em meio ao conflito na Faixa de Gaza.

Campanha previa ordem de prisão

Durante a corrida eleitoral de 2025, Mamdani já havia sinalizado que não hesitaria em ordenar ao Departamento de Polícia de Nova York a prisão de Netanyahu. Agora, segundo o prefeito, sua equipe mantém “diálogo ativo” com o departamento jurídico da cidade para esclarecer se há base legal para cumprir um eventual mandado do TPI.

“Faremos tudo o que a lei nos permitir fazer na cidade de Nova York, mas não criaremos nossas próprias leis para esse fim”, frisou o prefeito.

Impedimentos legais

Especialistas apontam pouca probabilidade de a detenção ocorrer. Os Estados Unidos não são signatários do Estatuto de Roma, que rege o TPI, e o governo do ex-presidente Donald Trump chegou a anunciar medidas contra a corte, rejeitando sua autoridade em território norte-americano.

Resposta de Netanyahu

Em entrevista a uma emissora de rádio nova-iorquina, Benjamin Netanyahu disse não estar preocupado com as declarações do prefeito. Ele acusou Mamdani de apoiar o Hamas, grupo responsável pelo ataque a Israel em outubro de 2023, e defendeu que o prefeito “odeia os Estados Unidos”.

“Ele está condenando Israel, a única democracia que se alinha aos valores americanos. Quem ele defende? O Hamas, que promoveu o pior massacre contra judeus desde o Holocausto”, afirmou o premiê.

A Assembleia Geral da ONU reunirá líderes de diversos países em setembro, sob forte expectativa de manifestações e pressões jurídicas contra o governo israelense.

Com informações de Gazeta do Povo