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Ataque armado em Manipur deixa três pastores mortos e seis feridos

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NOVA DÉLHI (Índia) — Três pastores morreram e outros seis líderes cristãos ficaram feridos em 13 de maio de 2026, quando dois veículos que transportavam religiosos foram emboscados numa estrada do distrito de Kangpokpi, estado de Manipur, no Nordeste da Índia.

De acordo com parceiros locais e meios de comunicação regionais, o grupo retornava ao distrito vizinho de Churachandpur após participar da primeira assembleia de uma convenção cristã recém-formada. Homens armados abriram fogo contra os veículos, aumentando a tensão numa área marcada há quase três anos por conflitos entre diferentes comunidades.

Dinâmica do ataque

No primeiro automóvel, três pastores morreram no local e o motorista sofreu ferimentos graves. O segundo carro, que seguia logo atrás, também foi alvejado, resultando em mais cinco líderes cristãos feridos, todos encaminhados a hospitais próximos. A polícia chegou poucos minutos depois, mas a autoria e as motivações exatas do atentado ainda são investigadas; um grupo insurgente é apontado como principal suspeito.

Viagem mais longa e perigosa

Antes da atual crise, o trajeto entre Churachandpur e Kangpokpi levava cerca de quatro horas. Hoje, bloqueios e desvios por estradas montanhosas estendem o percurso para até 12 horas, refletindo o clima de insegurança que afeta atividades cotidianas e eventos religiosos na região.

Repercussão e novos focos de tensão

A emboscada ocorreu poucos dias depois de um encontro de paz promovido pelo Nagaland Joint Christian Forum em Kohima, que reuniu líderes das comunidades Kuki-zo e Tangkhul-naga. Apesar dos esforços, incidentes violentos persistem: recentemente, uma aldeia kuki no distrito de Kamjong, perto da fronteira com Mianmar, teve casas e meios de subsistência destruídos, sem registros de vítimas fatais.

Em resposta ao ataque contra os pastores, organizações civis convocaram greves e bloqueios em áreas de maioria kuki. Igrejas locais publicaram notas condenando a violência e pedindo paz, enquanto famílias cristãs retiram estudantes de regiões consideradas de risco.

No início de maio, moradores de Manipur lembraram os três anos do início da onda de violência etnorreligiosa que começou em 2023. Desde então, confrontos esporádicos continuam a ameaçar civis e líderes religiosos, que clamam por proteção, justiça e reconciliação.

Com informações de Folha Gospel