Brasília, 10 de julho de 2026 – O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que a liberação e a expansão das apostas esportivas no país criaram um “novo problema social”, especialmente para famílias endividadas, jovens e pessoas de baixa renda.
Em artigo publicado nesta quarta-feira (10), Malta lembrou que o processo se iniciou com a Lei nº 13.756/2018, que autorizou apostas de quota fixa, e avançou em 2023, no governo Lula, com a Lei nº 14.790, responsável por uma regulamentação mais ampla do setor. De acordo com o parlamentar, o objetivo oficial era aumentar a arrecadação e controlar o mercado, mas os impactos sociais não foram devidamente considerados.
O senador destacou levantamento do Procon-SP segundo o qual quatro em cada dez apostadores entrevistados relataram endividamento após utilizarem plataformas de apostas online. Para ele, influenciadores digitais, artistas e atletas tornaram-se “vitrines” que vendem a promessa de ganhos rápidos a milhões de brasileiros.
Malta também questionou a relação entre o futebol e o mercado de apostas. Segundo o parlamentar, a forte presença de marcas do setor em uniformes, transmissões esportivas e campanhas publicitárias transformou o esporte em “grande comércio”.
O congresso investigou o tema por meio da CPI das Bets, que apurou suspeitas de publicidade enganosa, participação de influenciadores e possíveis irregularidades. O relatório final apresentou recomendações e responsabilizações, mas, na avaliação do senador, não alcançou o resultado esperado.
Agora, após a regulamentação, o governo federal anunciou medidas para restringir a publicidade e exigir alertas sobre riscos financeiros nas peças de propaganda. Para Malta, a iniciativa demonstra falta de prudência inicial: “primeiro permite-se a expansão do problema, depois tenta-se remediar os danos”.
O senador defende a prevenção, alegando que o país necessita de emprego, educação financeira e políticas públicas que valorizem o trabalho, em vez de, segundo ele, “uma máquina de ilusões” baseada em promessas de enriquecimento fácil.
Com informações de Pleno.News