A reunião do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na última terça-feira (26) na Casa Branca, repercutiu nos principais veículos de comunicação internacionais.
Pedidos e promessas apresentados em Washington
Segundo despachos das agências Reuters, Bloomberg e France-Presse (AFP), Flávio Bolsonaro — que compareceu ao encontro ao lado do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e do jornalista Paulo Figueiredo — solicitou que o governo norte-americano classifique o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ele acrescentou que, se eleito em outubro, pretende integrar o Brasil à iniciativa de defesa Escudo das Américas.
Reunião ocorre em meio a turbulência política
A AFP ressaltou que a visita aconteceu enquanto o senador enfrenta pressões internas por causa de gravações que revelaram contato com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso sob suspeita de fraude. Ainda de acordo com a agência francesa, Flávio afirmou “não ter absolutamente nada a esconder”. Trump, por sua vez, demonstrou interesse no cenário eleitoral brasileiro, mas não declarou apoio formal ao pré-candidato.
Em linha semelhante, a Reuters destacou que o encontro se deu “no meio de uma crise política” que teria reduzido o desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agência britânica relembrou que o próprio senador admitiu ter pedido recursos a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando que ele nega qualquer irregularidade no processo.
Comparação com visita de Lula
A Bloomberg enfatizou que a conversa desta semana aconteceu poucas semanas depois de Trump ter recebido Lula na Casa Branca. O veículo norte-americano observou que a reunião com o chefe do Executivo brasileiro buscou “reparar laços desgastados” após divergências sobre comércio, política externa e a situação de Jair Bolsonaro, condenado por conspiração para golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.
Flávio Bolsonaro deixou Washington sem obter manifestação pública de apoio de Trump, mas reforçou que não solicitou endosso. O senador retorna ao Brasil para prosseguir na campanha que culmina nas eleições de outubro.
Com informações de Gazeta do Povo