Washington (EUA) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, informou nesta terça-feira (26) que solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a inclusão das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista norte-americana de organizações terroristas.
O pedido foi apresentado durante reunião no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, que começou às 15h e terminou às 16h40 (horário local), segundo relato do parlamentar. Trump, ainda de acordo com Flávio, respondeu que “avaliará” a proposta.
Encontro de 1h40 na Casa Branca
Flávio esteve acompanhado do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e do jornalista Paulo Figueiredo. A Casa Branca confirmou à reportagem que a agenda ocorreu nesta terça-feira. O senador descreveu a conversa como centrada em segurança pública e cooperação bilateral.
Entre os temas citados, Flávio mencionou:
- Adesão do Brasil ao “Escudo das Américas”, iniciativa lançada este ano pelos EUA para integração regional em defesa;
- Investimentos norte-americanos em terras raras brasileiras;
- Possíveis acordos econômicos no setor.
Críticas a Lula e panorama eleitoral
Na coletiva após o encontro, o senador atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que o atual governo “se alinha a países que apoiam ditaduras” e que pratica “censura” no Brasil. Ele acrescentou ter dito a Trump que, caso seja eleito em 2027, seu governo será “alinhado aos Estados Unidos” e negociará “o fim de barreiras comerciais” sem ameaças tarifárias.
Flávio afirmou ainda que Trump não declarou apoio explícito à sua pré-candidatura, mas “demonstrou acompanhar a política brasileira”. Segundo o senador, a primeira pergunta feita por Trump no encontro foi sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar.
Challenge coin e reclamação contra o Itamaraty
Ao final da reunião, Flávio recebeu de Trump uma challenge coin – moeda simbólica com o emblema das Forças Armadas dos EUA – gesto que classificou como “raro” e “reservado a aliados de confiança”. O parlamentar também criticou o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington por, segundo ele, terem negado espaço para sua coletiva de imprensa.
Questionado sobre denúncias de que a viagem serviria para desviar atenções de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador disse “não ter nada a esconder” e sugeriu ao governo Lula apoiar a criação de uma CPI do Banco Master. Ele negou que sua campanha esteja em crise e reiterou que é “a única alternativa” ao atual governo.
Flávio declarou não ter cumprido agendas paralelas nos Estados Unidos além da visita à Casa Branca.
Com informações de Gazeta do Povo