Jerusalém — As Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, uma ampla operação de contraterrorismo na Cisjordânia depois de um confronto entre colonos israelenses e palestinos resultar em seis mortes.
O anúncio foi feito pelo major-general Avi Bluth, chefe do Comando Central das FDI. “Diante dos acontecimentos recentes, e especialmente do ataque desta manhã, há preocupação com uma escalada da violência em toda a Judeia e Samaria. Estamos agindo para impedir que a região mergulhe em uma espiral ainda maior”, declarou o oficial, segundo a agência Reuters.
Mortos no confronto
De acordo com informações da agência EFE, o choque ocorrido nas proximidades da cidade de Tell, na região de Nablus, deixou quatro palestinos mortos, além de um comandante israelense de 27 anos e um sargento da reserva de 32 anos, este último colono e guarda de segurança de um assentamento vizinho.
Versões opostas
As FDI afirmam que vários palestinos roubaram a arma do guarda de segurança, que havia sido acionado após relato de um possível ataque contra colonos que caminhavam na área. Segundo o Exército, os palestinos teriam atirado contra civis israelenses antes de as tropas responderem e matarem quatro suspeitos.
Já a versão palestina sustenta que, antes da chegada das tropas, colonos atacaram casas em Tell e dispararam contra elas. Posteriormente, após dois parentes serem mortos pelos militares, um palestino teria tomado a arma do guarda, dando início ao tiroteio.
Contexto de tensão
O episódio ocorre em meio ao aumento da violência entre palestinos e colonos na Cisjordânia. A ocupação israelense do território, assim como a de Jerusalém Oriental, foi considerada ilegal pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) em 2024.
Com informações de Gazeta do Povo