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Tentativa de assassinato de Trump durante jantar da imprensa acende alerta sobre segurança presidencial

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Washington (EUA) – Um ataque frustrado contra o ex-presidente Donald Trump e autoridades de alto escalão, ocorrido na noite de sábado (25) durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no hotel Washington Hilton, colocou em xeque os protocolos de segurança do governo norte-americano.

Atirador detido a poucos metros do salão principal

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, o alvo do agressor era Trump e integrantes do primeiro escalão. O Serviço Secreto prendeu o suspeito antes que ele alcançasse o salão onde centenas de convidados acompanhavam o evento. Disparos causaram correria e a área foi evacuada imediatamente.

Quem é o suspeito

Cole Tomas Allen, 31 anos, engenheiro mecânico, desenvolvedor de jogos e ex-instrutor da rede C2 Education, foi eleito “Professor do Mês” em dezembro de 2024. Allen levava uma espingarda, uma pistola e facas. Ele se hospedou no hotel na véspera do jantar.

Manifesto de 1.052 palavras e aviso da família

Minutos antes do ataque, Allen enviou à família um documento de 1.052 palavras no qual se autodenomina “Assassino Federal Amigável” e enumera alvos prioritários. O texto traz passagens anticristãs e críticas a princípios de “oferecer a outra face”.

O irmão do suspeito contatou a polícia de New London, Connecticut, após receber o e-mail, e a irmã confirmou aos investigadores que Allen guardava armas e adotara retórica política radical.

Hotel sob questionamento

No manifesto, Allen ironiza a segurança do Washington Hilton, dizendo ter circulado livremente com armamento pesado. Autoridades admitem que o hotel, palco do atentado contra Ronald Reagan em 1981, possui múltiplos acessos e quartos sobre as áreas de conferência, dificultando o monitoramento.

Apesar das críticas, o procurador-geral Todd Blanche afirmou que o “sistema de proteção em camadas” funcionou, pois o atirador foi interceptado antes de ingressar no salão.

Pressão por um “Bunker de Gala”

O episódio revitalizou a proposta de Trump para construir um salão de festas blindado dentro da Casa Branca. O projeto, orçado em US$ 400 milhões e com 8.300 m², é defendido por aliados como Lindsey Graham e pelo democrata John Fetterman, que citam a vulnerabilidade da linha de sucessão presidencial em locais públicos.

O Departamento de Justiça deu ultimato ao National Trust for Historic Preservation para retirar a ação que bloqueia as obras acima do solo. Dois dias antes do ataque, reportagem do The New York Times revelou que a Clark Construction, escolhida para a empreitada, já recebera contrato sem licitação de US$ 17,4 milhões para reformar fontes no Lafayette Park, soma cinco vezes maior que a estimativa original.

Teorias da conspiração ganham força

Logo após os disparos, a expressão “staged” (encenado) ultrapassou 300 mil menções na plataforma X, segundo a consultoria TweetBinder. Publicações sugeriam que o episódio teria sido armado para elevar a popularidade de Trump ou distrair da guerra no Irã. Em entrevista ao programa 60 Minutes, o ex-presidente classificou os boatos como “doença” e elogiou a atuação do Serviço Secreto.

Mais detalhes sobre o andamento das investigações devem ser divulgados ao longo da semana pelas autoridades federais.

Com informações de Gazeta do Povo