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Pós-Maduro: petróleo venezuelano leva EUA a recorde de exportações e fortalece pressão sobre Irã

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Washington, 18 de abril de 2026 – A captura de Nicolás Maduro e o consequente afrouxamento das sanções contra a Venezuela recolocaram o petróleo do país sul-americano nas refinarias do Golfo do México e abriram espaço para que os Estados Unidos atingissem exportações energéticas sem precedentes.

Reabertura do mercado venezuelano

A operação que tirou o líder venezuelano do poder permitiu a retomada de acordos entre Caracas e empresas norte-americanas. Com a suspensão das restrições impostas anteriormente, companhias como a Chevron voltaram a operar nos campos venezuelanos, escoando petróleo pesado para as refinarias instaladas no Texas e na Louisiana.

Logística que garante mais barris ao exterior

Enquanto recebem o cru pesado da Venezuela, as refinarias norte-americanas liberam o petróleo leve produzido internamente por meio do fracking. O resultado é uma folga logística que elevou as exportações dos Estados Unidos a cerca de 5,2 milhões de barris por dia em abril, marca recorde para o país.

Efetividade contra Teerã

Com suprimento adicional vindo das Américas, o governo do presidente Donald Trump ganhou margem para endurecer sanções e bloqueios marítimos ao petróleo iraniano, sem provocar escassez global durante a guerra no Oriente Médio.

Preço ao consumidor permanece alto

Apesar do volume histórico de vendas externas, o valor da gasolina nos postos norte-americanos segue atrelado às cotações internacionais. Fechamentos de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, geram choque de oferta e pressionam o custo dos combustíveis dentro e fora dos Estados Unidos.

Propostas para restringir exportações

Parlamentares da oposição apresentaram projetos que preveem limitar ou até proibir a saída de petróleo enquanto durar o conflito no Oriente Médio, na tentativa de reduzir preços domésticos. A Casa Branca, porém, descartou a medida, argumentando que qualquer barreira às exportações prejudicaria a atividade das refinarias e a saúde industrial do país.

A expansão da produção venezuelana, somada ao xisto norte-americano, mantém os Estados Unidos no centro do mercado global de energia, mesmo diante de tensões geopolíticas que restringem oferta em outras regiões.

Com informações de Gazeta do Povo