O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) visitam nesta segunda-feira (27) a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), maior feira de tecnologia agrícola da América Latina. A presença dupla inaugura a passagem de pré-candidatos pela exposição e reforça o vínculo da direita com um dos pilares da economia nacional.
Na terça-feira (28) está prevista a chegada do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), deve circular pelos estandes na quarta-feira (29). Todos são cotados para disputar o Palácio do Planalto em outubro de 2026.
Alinhamento paulista
Até a edição anterior da Agrishow, Tarcísio figurava como potencial nome da centro-direita para enfrentar o presidente Lula (PT). Com a entrada de Flávio na corrida presidencial, o governador recuou e passou a se posicionar como candidato à reeleição em São Paulo, alinhando-se ao senador para ampliar a capilaridade bolsonarista no maior colégio eleitoral do país.
Giro em Mato Grosso
Na semana passada, Flávio marcou presença na Norte Show, em Sinop (MT), onde percorreu a feira em caminhonete, fez fotos com produtores e defendeu investimentos federais em ferrovias e rodovias. “O agro precisa de previsibilidade, crédito e segurança para continuar produzindo”, afirmou durante discurso no evento.
Governo tenta reduzir rejeição
Enquanto oposicionistas mantêm agenda intensa no setor, o presidente Lula ainda enfrenta resistência do agronegócio. Na abertura da Agrishow, no domingo (26), o governo federal lançou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões destinada à modernização de máquinas e implementos agrícolas, mas o petista não compareceu. Coube ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciar as medidas.
Alckmin informou que os recursos estarão disponíveis em até três semanas, com juros reduzidos, além de mencionar um programa de renegociação de dívidas rurais em elaboração. “Haverá empenho para quem está inadimplente e também para quem mantém as contas em dia”, declarou à Agência Brasil.
A ausência de Lula na principal vitrine do agronegócio soma-se a outros eventos do segmento nos quais o presidente não participou, ampliando o desafio do Planalto em reconquistar a confiança de produtores rurais em ano pré-eleitoral.
Com informações de Gazeta do Povo