Buenos Aires – O governo de Javier Milei entregou nesta quarta-feira (3) a carta de intenção que formaliza a candidatura da Argentina ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP), um dos maiores tratados de livre-comércio do mundo.
O documento foi apresentado em Paris pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, ao ministro do Comércio e Investimento da Nova Zelândia, Todd McClay. A Nova Zelândia é o país depositário do pacto, responsável por receber pedidos de novos membros.
Em nota, a chancelaria argentina descreveu o CPTPP como “um dos acordos mais amplos, modernos e dinâmicos do mundo”, enfatizando que a iniciativa se integra à estratégia de liberalização comercial da administração Milei. Segundo o ministério, a adesão ao bloco complementa negociações já em curso pelo Mercosul com União Europeia, Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Singapura, além das tratativas bilaterais com o Canadá e do processo argentino de entrada na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Durante o encontro na capital francesa, Quirno e McClay também discutiram fluxos de comércio e investimento e defenderam maior integração econômica em um cenário internacional que, nas palavras do chanceler argentino, “exige mais previsibilidade e cooperação”.
A apresentação da candidatura ocorreu paralelamente à participação do ministro na reunião ministerial da OCDE. Em Paris, o governo busca demonstrar avanços na estabilidade macroeconômica, na abertura da economia e na melhoria do ambiente para investimentos, produção e geração de emprego no país.
O que é o CPTPP
Assinado em 2018, o CPTPP reúne 12 economias de quatro continentes: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Vietnã e Reino Unido. Juntos, os membros somam cerca de 500 milhões de consumidores e respondem por aproximadamente 15% do Produto Interno Bruto (PIB) global.
Com a formalização do pedido, a Argentina inicia o processo de avaliação que poderá levar à abertura de negociações formais para ingressar no acordo.
Com informações de Gazeta do Povo