BARCELONA, 18 de abril de 2026 – Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Pedro Sánchez (Espanha) e Claudia Sheinbaum (México) divulgaram neste sábado (18) um comunicado conjunto comprometendo-se a reforçar a assistência humanitária destinada a Cuba, país que, segundo o texto, enfrenta a pior crise em 67 anos de regime comunista.
O posicionamento foi apresentado ao fim do fórum Mobilização Progressista Global, realizado em Barcelona, e expressa “enorme preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano”. Os três governos afirmam que trabalharão de maneira coordenada para “aliviar o sofrimento” da população e evitar medidas que agravem as condições de vida ou violem o Direito Internacional.
Compromisso com direitos humanos e diálogo
No documento, Brasil, Espanha e México reiteram a importância de respeitar o Direito Internacional, a integridade territorial, a igualdade soberana dos Estados e a solução pacífica de controvérsias, princípios consagrados na Carta das Nações Unidas. Os presidentes também reafirmam “compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo” e defendem um “diálogo sincero e respeitoso” que permita uma solução duradoura para a situação cubana, garantindo que o próprio povo decida seu futuro “em plena liberdade”.
Cenário externo pressiona ilha caribenha
A crise energética em Cuba se agravou após o anúncio, em janeiro, de uma tarifa imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a países que exportam petróleo para a ilha. A medida levou nações como o México a suspenderem os envios do combustível. O veto norte-americano ao petróleo venezuelano, adotado após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, também contribuiu para os frequentes apagões registrados no país. Em março, Washington autorizou entregas pontuais de petróleo russo.
Trump tem declarado que Cuba poderá ser alvo de futuras ações norte-americanas, afirmando que a ilha “é uma nação em colapso”. Segundo o USA Today, o Pentágono intensificou, em 15 de abril, o planejamento para uma possível operação militar no território cubano.
Com o compromisso anunciado em Barcelona, Brasília, Madri e Cidade do México pretendem coordenar esforços diplomáticos e humanitários para mitigar os efeitos da crise, ao mesmo tempo em que defendem a observância das normas internacionais.
Com informações de Gazeta do Povo