Genebra – O governo iraniano encerrou neste domingo, 21 de junho de 2026, as conversações com os Estados Unidos que ocorriam na Suíça. A medida foi tomada poucas horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, voltar a ameaçar Teerã com uma escalada militar caso o Hezbollah, aliado do Irã, não interrompa suas operações no Líbano.
A agência oficial Irna informou que a delegação da República Islâmica deixou imediatamente o local do encontro. As tratativas haviam sido iniciadas em 17 de junho, logo após a assinatura do chamado Memorando de Islamabad, que previa a abertura de um canal de diálogo e a suspensão de hostilidades em diversas frentes, inclusive em solo libanês.
Fechamento do Estreito de Ormuz acentua crise
Na véspera, sábado (20), Teerã anunciou o bloqueio temporário do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Segundo o governo iraniano, a decisão foi uma resposta a ataques israelenses no sul do Líbano.
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que o Irã precisa “impedir imediatamente” a atuação de seus “agentes bem pagos no Líbano”, sob pena de sofrer “ataques muito mais fortes” do que os realizados na semana anterior. Em entrevista posterior à emissora Fox News, o presidente norte-americano endureceu o tom ao dizer que, se o estreito permanecer fechado, “eles não terão mais país” e “nem poderão voltar para casa”, numa referência direta aos diplomatas iranianos presentes na Suíça.
Com o abrupto cancelamento das conversas e a manutenção das ameaças públicas, a tensão no Oriente Médio volta a subir, interrompendo o breve avanço diplomático obtido com o memorando assinado há apenas quatro dias.
Com informações de Gazeta do Povo