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Delúbio Soares chama Joaquim Barbosa de “desqualificado” e promete pedir revisão criminal do Mensalão

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BRASÍLIA – Condenado no processo do Mensalão, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares voltou a atacar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e afirmou que ingressará com pedido de revisão criminal de sua sentença.

Em entrevista publicada nesta sexta-feira (21), pelo portal Poder360, Delúbio classificou Barbosa como um magistrado “desqualificado” e sustentou ter sido condenado “sem provas” no julgamento da Ação Penal 470, concluída pelo STF entre 2012 e 2013.

Argumento para a revisão

Segundo o ex-tesoureiro, alterações posteriores na jurisprudência do Supremo, somadas a decisões recentes envolvendo casos de grande repercussão, abriram margem para contestar as condenações do Mensalão. “Deixei um documento com a minha neta para que, se eu morrer e não pedir, ela possa pedir a revisão criminal”, afirmou.

Delúbio acrescentou que outros condenados no processo também estudam apresentar recursos, mas aguardam “o ambiente político se acalmar”.

Barbosa volta ao debate político

As críticas surgem no momento em que Joaquim Barbosa é novamente citado como possível candidato à Presidência da República em 2026. Relator do Mensalão, o ex-ministro ganhou projeção nacional ao conduzir o julgamento que resultou na condenação de 25 réus – entre eles dirigentes do PT e de partidos aliados. Mesmo cotado em 2018 e 2022, Barbosa nunca chegou a disputar uma eleição.

Plano eleitoral de Delúbio

Delúbio confirmou ser pré-candidato a deputado federal por Goiás em 2026 e declarou intenção de “ajudar a alavancar a reeleição de Lula”. Durante a entrevista, comparou a investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master, que alcançou o senador Jaques Wagner (PT-BA), ao escândalo do Mensalão, classificando ambas as operações como “mentiras contadas”.

Condenações e penas

Expulso do PT em 2005 e readmitido em 2011, Delúbio foi condenado pelo STF em 2012 por corrupção ativa e formação de quadrilha, recebendo pena de 8 anos e 11 meses. Em 2014, a Corte afastou o crime de formação de quadrilha e reduziu a punição para 6 anos e 8 meses. O ex-dirigente cumpriu parte da pena em regime fechado e prisão domiciliar antes de ser beneficiado pelo indulto natalino concedido pela então presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Em 2018, Delúbio voltou a ser preso, dessa vez pela Lava Jato, por lavagem de dinheiro. Cinco anos depois, em 2023, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a condenação ao reconhecer a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar o caso.

Com informações de Gazeta do Povo