Eleitores colombianos voltam às urnas neste domingo, 21 de junho de 2026, para definir o próximo presidente em um segundo turno que opõe o senador de esquerda Iván Cepeda ao advogado de direita nacionalista Abelardo de la Espriella. O pleito ocorre em clima de forte polarização, centrado no debate sobre segurança pública e no legado do acordo de paz com as Farc.
Quem são os concorrentes
Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro e ex-ativista de direitos humanos, defende a continuidade da política de “Paz Total”, que combina negociações com grupos armados remanescentes e reformas sociais. De la Espriella, crítico ferrenho do governo atual, propõe endurecer o combate ao crime e às guerrilhas, inspirado no modelo de repressão adotado por Nayib Bukele em El Salvador.
O acordo de 2016 no centro do debate
O pacto assinado há dez anos com a guerrilha das Farc reduziu os níveis de violência extrema no país, mas parte da população acredita que as promessas de pacificação não se concretizaram. Esse sentimento impulsiona a candidatura de Espriella, que considera as concessões feitas aos ex-combatentes um erro a ser corrigido.
Propostas de segurança
• Iván Cepeda: manutenção das negociações com grupos armados, investimento em programas sociais e fortalecimento institucional.
• Abelardo de la Espriella: construção de megaprisões, ofensiva direta contra guerrilhas e narcotraficantes, sem abrir novas mesas de diálogo.
Quadro atual da violência
A taxa de homicídios permanece em 25 mortes por 100 mil habitantes, patamar classificado como epidêmico pela Organização Mundial da Saúde. Recentes assassinatos de políticos e ataques a bomba reacenderam a preocupação popular e tornaram a segurança o principal tema de campanha.
Influência externa
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio explícito a Espriella, gesto que o presidente Gustavo Petro classificou como tentativa de interferência no processo eleitoral colombiano.
Com a escolha deste domingo, a Colômbia decidirá se mantém o rumo iniciado por Petro ou se adota uma guinada de linha dura na segurança pública sob o comando de Espriella.
Com informações de Gazeta do Povo