O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou o envio de cerca de 10,2 mil militares adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias, numa tentativa de aumentar a pressão sobre o Irã por um acordo que ponha fim ao conflito iniciado em 28 de fevereiro.
De acordo com o Pentágono, o novo contingente inclui aproximadamente 6.000 soldados embarcados no porta-aviões USS George H.W. Bush e em seus navios de escolta, além de 4.200 fuzileiros navais do Grupo Anfíbio Boxer e da 11ª Unidade Expedicionária de Infantaria de Marinha. Esses efetivos se somam aos cerca de 50 mil militares que já operam na região.
A movimentação ocorre durante um frágil cessar-fogo que expira em 22 de abril. As negociações entre delegações dos EUA e do Irã, interrompidas após conversas sem acordo em Islamabad no fim de semana passado, permanecem estagnadas.
Em entrevista à emissora Fox Business nesta quarta-feira (15), o presidente Donald Trump afirmou que a guerra “pode terminar muito em breve” e declarou esperar que os preços da gasolina retornem aos níveis anteriores ao conflito ainda antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.
Os impactos econômicos continuam a ser sentidos desde que Teerã fechou o Estreito de Ormuz em reação às hostilidades. O corredor marítimo é responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial. No domingo, a Casa Branca anunciou um bloqueio naval aos portos iranianos, medida destinada a forçar a reabertura da rota estratégica.
Com informações de Gazeta do Povo