Brasília – Pelo menos 135 autoridades e servidores dos Três Poderes receberam autorização oficial para viajar ao Fórum de Lisboa, apelidado de “Gilmarpalooza”, marcado para os dias 1º a 3 de junho de 2026 na capital portuguesa. Parte das passagens e diárias será paga com recursos públicos.
Órgãos divulgam primeiras despesas
Até agora, somente o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) e o Tribunal de Contas da União (TCU) detalharam valores. Juntas, as duas instituições estimam gastar R$ 692 mil em diárias:
- TJ-PI: 13 integrantes, custo previsto de R$ 392 mil;
- TCU: 13 representantes, entre eles quatro ministros, despesa estimada em R$ 300 mil.
Parte da comitiva do TCU já estava em Portugal para um encontro internacional sobre consensualismo que antecedeu o Fórum.
AGU lidera número de autorizações
A Advocacia-Geral da União liberou ao menos 22 viagens, mas os gastos ainda não constam no Painel de Viagens do governo federal.
Participação do Tocantins
O governo do Tocantins autorizou a ida de pelo menos oito pessoas, entre elas a primeira-dama estadual, Karynne Sotero Campos. A passagem aérea dela será paga pelo Executivo local. A administração não informou o total previsto para hospedagem, diárias e transporte, justificando que a presença da comitiva busca “fortalecimento institucional” e divulgação de oportunidades em infraestrutura, logística, agroindústria e sustentabilidade.
Senado e outras presenças
Quatro senadores solicitaram deslocamento: Camilo Santana (PT-CE), Eduardo Gomes (PL-TO), Laércio Oliveira (PP-SE) e Cid Gomes (PSB-CE). A Casa ainda não informou quantos parlamentares irão nem o custo total. Nos pedidos, os congressistas citam o tema do evento: “Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania: Desafios Democráticos, Econômicos e Sociais”.
Também foram liberados dois agentes responsáveis pela segurança do ex-presidente Michel Temer (MDB), confirmado na programação.
Convites reforçados por Gilmar Mendes
Idealizador do encontro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes intensificou convites, sobretudo a integrantes do Superior Tribunal de Justiça, em meio a discussões sobre o caso Banco Master e a proposta de um código de ética para a Corte. Mendes nega impacto político na adesão e afirma que a edição de 2026 deverá reunir mais de 470 palestrantes.
A organização classifica o evento como acadêmico e diz não interferir nas autorizações ou no custeio definido pelos órgãos de origem dos participantes.
As listas oficiais completas de participantes e os valores finais das despesas ainda não foram divulgados por parte dos órgãos públicos nem pela coordenação do Fórum.
Com informações de Gazeta do Povo