Forças armadas dos Estados Unidos executaram, na madrugada deste sábado (27), uma nova série de ataques contra múltiplos alvos no Irã. A ofensiva foi autorizada pelo presidente Donald Trump depois de Washington acusar Teerã de atingir o petroleiro M/T Kiku, de bandeira panamenha, nas proximidades do Estreito de Ormuz.
De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), o Irã havia recebido uma “oportunidade de respeitar o cessar-fogo”, mas teria violado o acordo ao lançar um drone de ataque contra o Kiku nas primeiras horas do dia. A embarcação transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto por uma rota reconhecida pela ONU. O Centcom não informou se houve vítimas nem detalhou a extensão dos danos.
Em resposta, aeronaves norte-americanas bombardearam instalações iranianas de vigilância, sistemas de comunicação, posições de defesa antiaérea, depósitos de drones e estruturas ligadas ao lançamento de minas navais, segundo nota oficial do comando.
O ataque deste sábado ocorre menos de 24 horas após bombardeios anteriores dos EUA, que retaliaram a ofensiva iraniana contra o navio M/V Ever Lovely. Na sexta-feira (26), a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou, por meio da emissora estatal Press TV, ter atingido alvos americanos na região costeira em resposta às ações de Washington.
A escalada eleva a tensão no entorno do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio mundial de petróleo. Apesar dos confrontos, o Centcom declarou que a passagem de embarcações civis pela via segue aberta e que as forças norte-americanas permanecem “vigilantes, letais e preparadas”. Paralelamente, Estados Unidos e Irã ainda negociam, com base em um memorando firmado por ambas as partes, medidas para conter as hostilidades e restabelecer o tráfego marítimo seguro na região.
Com informações de Gazeta do Povo