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Conselho do Texas torna passagens da Bíblia leitura obrigatória em escolas públicas

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O Conselho Estadual de Educação do Texas aprovou, na sexta-feira (26), a inclusão de trechos da Bíblia em uma nova lista de leituras obrigatórias para alunos da rede pública. A resolução foi aprovada por 9 votos a 5 e começará a valer gradualmente no ano letivo de 2030-2031, inicialmente para o ensino fundamental.

Lista definida pelo Estado

A medida atende a uma lei estadual de 2023 que determina a criação de títulos obrigatórios do jardim de infância ao ensino médio. Com a mudança, a seleção de obras deixa de ser feita apenas por professores, escolas ou distritos e passa a seguir parâmetros fixados pelo Estado. Educadores ainda poderão sugerir leituras extras, mas deverão cumprir integralmente o rol oficial.

Quais passagens serão lidas

O documento divulgado pelo conselho detalha capítulos específicos da Bíblia para cada série. Entre eles estão:

  • Livro de Gênesis – criação do mundo e história de Adão e Eva;
  • Êxodo – episódio da sarça ardente envolvendo Moisés;
  • Textos do Novo Testamento sobre a vida de Jesus, incluindo a parábola do Filho Pródigo;
  • Trechos dos livros de Jonas e Salmos, já a partir das primeiras séries.

Além dos textos bíblicos, a lista contempla clássicos da literatura, como obras de Charles Dickens e William Shakespeare, bem como discursos e documentos históricos dos Estados Unidos.

Argumentos pró e contra

Defensores da decisão afirmam que a Bíblia possui relevância histórica, literária e cultural para o país. “Estamos trazendo a Bíblia de volta às escolas esta semana pela primeira vez em 60 anos”, disse o conselheiro republicano Brandon Hall, citado pela imprensa norte-americana.

O posicionamento enfrenta resistência de grupos civis e educacionais, que apontam favorecimento ao cristianismo e possível violação ao princípio de separação entre Igreja e Estado. A organização Freedom From Religion Foundation declarou que o Estado estaria concedendo “selo de aprovação” a uma religião. Críticos também indicam pouca diversidade na seleção e redução da autonomia docente.

A decisão integra um movimento mais amplo do Texas para aumentar referências religiosas nas escolas públicas. O Estado já aprovou leis que autorizam a exibição dos Dez Mandamentos em salas de aula, a contratação de capelães para aconselhamento de estudantes e a adoção de currículos opcionais com conteúdo bíblico.

Com informações de Gazeta do Povo