Brasília, 20 de junho de 2026 – Uma mensagem de WhatsApp enviada por Augusto Lima, sócio do empresário Daniel Vorcaro, ao senador Jaques Wagner (PT-BA) tornou pública a ligação do líder do governo Lula no Senado com o suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master.
No texto, Lima afirma: “Você, mais do que ninguém, sabe de minha história e faz parte disso!!”. A frase, segundo investigadores, é vista como sinal de que Wagner acompanha desde o início os bastidores do negócio que originou o cartão de crédito consignado Credcesta, criado durante administrações do PT na Bahia.
Cartão consignado nasceu com aval de Wagner
O Credcesta foi estruturado por Augusto Lima com o aval de Jaques Wagner enquanto o petista ocupava o governo baiano. O produto manteve, por 15 anos, monopólio na oferta de cartão consignado a servidores estaduais e aposentados, permitindo descontos de até 30% em folha. Os juros chegavam a 6% ao mês.
Quando servidores protestaram contra as taxas, um decreto do então governador Rui Costa (PT) bloqueou a portabilidade para condições mais vantajosas, mantendo cerca de 250 mil funcionários públicos presos ao contrato.
Expansão nacional do Banco Master
O modelo baiano se tornou fonte de recursos para a expansão do Banco Master a 24 estados e dezenas de municípios. A Polícia Federal tenta esclarecer se a atuação de Wagner contribuiu para o avanço do grupo em outros mercados.
Possíveis contrapartidas
As investigações apuram se, em troca de benefícios como ingressos para shows internacionais, empréstimos a parentes, uso de jatinhos e o suposto pagamento de um apartamento de R$ 2,4 milhões, o senador teria apoiado, no Congresso, pautas de interesse do banco. Entre elas estão emendas sobre consignados, mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a tentativa de venda do Master para o Banco de Brasília (BRB).
Até o momento, Jaques Wagner não se pronunciou publicamente sobre o conteúdo da mensagem nem sobre as suspeitas levantadas pela Polícia Federal.
Com informações de Gazeta do Povo