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Advogado Abelardo de la Espriella é eleito presidente da Colômbia aos 47 anos

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Bogotá – O advogado Abelardo de la Espriella, 47 anos, foi escolhido presidente da Colômbia neste domingo (21) ao vencer o segundo turno contra o senador de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo atual mandatário Gustavo Petro, segundo a apuração preliminar do órgão eleitoral.

Perfil e bandeiras

Fundador do movimento Defensores da Pátria, Espriella defende ampla liberdade econômica e redução drástica dos gastos públicos. Por essas posições, é comparado ao presidente argentino Javier Milei; o símbolo de campanha escolhido pelo colombiano foi o tigre, enquanto Milei usou o leão em 2023.

O novo presidente também prega tolerância zero ao crime organizado e restrições ao aborto, o que lhe rendeu outra comparação, desta vez com Nayib Bukele, de El Salvador. Em 2024, ele afirmou na rede X que Petro “dá sinal verde para toda a macabra cadeia das drogas”, criticando desde o plantio à comercialização de entorpecentes.

Segurança e guerrilhas

Espriella rejeita acordos de paz com grupos armados, como o firmado em 2016 com as Farc. Em nota, o Defensores da Pátria sustentou que apenas o enfrentamento direto trouxe resultados e classificou os pactos posteriores como “desfile de impunidade”. “Chegou a hora de impor a ordem e proteger os milhões de cidadãos que apenas pedem para viver sem medo”, diz o texto.

Controvérsias

Durante a campanha, o presidente eleito foi alvo de críticas ao sugerir a legalização de 10% do dinheiro oriundo do narcotráfico, mineração ilegal e outros crimes, proposta defendida em entrevista à revista Semana.

Na advocacia, Espriella representou nomes contestados, como o ex-senador Jorge Visbal, condenado a nove anos de prisão por vínculos com as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC); o empresário Alex Saab, considerado testa de ferro do venezuelano Nicolás Maduro; e David Murcia Guzmán, criador da pirâmide financeira DMG. Investigações que o vinculavam às AUC foram arquivadas pela Procuradoria-Geral em 2009 e 2017.

Em resposta a críticas do ex-prefeito de Bogotá Enrique Peñalosa, Espriella declarou que jamais foi punido criminal ou disciplinarmente e que sempre atuou dentro dos parâmetros éticos. Sobre Saab, seu movimento afirmou que a representação foi encerrada quando o empresário recusou colaborar com a DEA.

Com a vitória, Abelardo de la Espriella assume a Casa de Nariño com a promessa de liberalizar a economia e endurecer o combate ao crime, abrindo um novo capítulo na política colombiana.

Com informações de Gazeta do Povo