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Aliança Evangélica vê limites em proibição britânica que afasta menores de 16 anos das redes sociais

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Londres, 15 de junho de 2024 – O governo do Reino Unido anunciou que crianças e adolescentes de até 15 anos ficarão proibidos de acessar redes sociais como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram, Facebook e X. A medida, inspirada no modelo adotado na Austrália, prevê verificação obrigatória de idade e é apresentada como forma de “devolver a infância” aos jovens.

Apesar de reconhecer os danos causados pelas plataformas, a Aliança Evangélica do Reino Unido (UK EA) avalia que a iniciativa não trará a proteção esperada. “A proibição não é uma solução mágica, e muitos jovens vão encontrar meios de burlar as restrições”, afirmou o consultor de políticas da entidade, Mark Gilmore, ao site Christian Daily International.

Os planos governamentais, detalhados nesta data, incluem:

  • Bloqueio de contas para menores de 16 anos em plataformas de interação social.
  • Restrições a transmissões ao vivo e a funções que coloquem crianças em contato com desconhecidos.
  • Limitação de chatbots de “companheiros românticos” baseados em inteligência artificial a usuários acima de 18 anos.

Serviços de mensagens como WhatsApp e Signal não entram na nova regra. Já sites de jogos online também estarão sujeitos a controles adicionais para impedir interações consideradas inseguras.

Ao apresentar o pacote, o primeiro-ministro Keir Starmer declarou que as gigantes da tecnologia “tiveram a sua oportunidade e falharam”, cabendo agora ao Estado criar um “novo normal para as futuras gerações”. A secretária de Tecnologia, Liz Kendall, classificou a decisão como “passo ousado” para retirar “o poder das mãos das big techs e devolvê-lo aos pais”.

Segundo levantamento citado pelo governo, medidas semelhantes já foram adotadas ou discutidas em Austrália, China, Dinamarca, França, Espanha, Alemanha, Grécia, Itália, Índia, Malásia, Noruega, Polônia, Eslovênia, Suécia, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e na União Europeia.

Para a Aliança Evangélica, ao mesmo tempo em que pressiona empresas de tecnologia por maior responsabilidade, as igrejas têm oportunidade de oferecer espaços presenciais de amizade, pertencimento e apoio aos jovens. “Eles foram feitos para relacionamentos verdadeiros com Deus e entre si”, ressaltou Gilmore.

Com informações de Folha Gospel