Caracas, 24 de julho de 2026 – Trinta dias depois dos dois fortes terremotos que sacudiram a Venezuela, a Arquidiocese de Caracas coordena uma extensa operação de socorro às vítimas, combinando distribuição de suprimentos, apoio psicológico e assistência espiritual.
Situação nas áreas afetadas
Os abalos sísmicos deixaram oficialmente mais de 5 mil mortos, dezenas de milhares de feridos e um grande número de desaparecidos sob escombros. As regiões mais atingidas foram La Guaira, Caracas e El Junquito, onde residências e prédios públicos sofreram destruição severa.
Ação humanitária
Até agora, a Igreja Católica organizou o envio de 490 toneladas de alimentos, itens de higiene e medicamentos. O material abastece hospitais da capital e garante o funcionamento de abrigos temporários. As paróquias também reforçaram seus bancos de remédios para manter o atendimento básico à população ferida ou doente.
Cuidado com a saúde mental
Além da ajuda material, foi criada uma rede de apoio psicológico, com ênfase no atendimento a crianças. Profissionais e voluntários oferecem orientação para reduzir o estresse pós-traumático e minimizar as consequências emocionais da perda de familiares e amigos.
Dignidade dos falecidos
Com muitos corpos ainda debaixo dos escombros, sacerdotes realizam ritos de encomendação nos locais dos desabamentos. As cerimônias buscam preservar a dignidade dos falecidos e consolar famílias que não puderam sepultar seus entes queridos.
Estrutura das igrejas
Engenheiros voluntários vistoriaram 27 igrejas de Caracas. O laudo apontou 19 % dos templos com etiqueta vermelha, interditados por danos graves; 59 % requerem reparos menores e têm uso restrito; e 22 % foram liberados integralmente. Um plano em cinco fases guiará a reconstrução, priorizando segurança e preservação do patrimônio histórico.
A mobilização da Arquidiocese prossegue sem data para encerrar, enquanto equipes buscam desaparecidos e comunidades tentam se reerguer dos tremores.
Com informações de Gazeta do Povo