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Washington aumenta tarifas e mira Cuba, Nicarágua e Venezuela, elevando tensão com governo Lula

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Brasília, 24 de julho de 2026 – A gestão do presidente norte-americano Donald Trump intensificou nesta semana a pressão sobre regimes autoritários da América Latina, medida que colocou o Palácio do Planalto em rota de colisão direta com Washington.

No centro da nova estratégia está o secretário de Estado, Marco Rubio, que passou a classificar o “extremismo de esquerda” como ponto cego da política externa anterior dos Estados Unidos. O Departamento de Estado divulgou relatório em que associa Cuba a atividades terroristas e, em seguida, anunciou um pacote de sanções diplomáticas e financeiras contra Cuba, Nicarágua e Venezuela.

Tarifas contra o Brasil

Além de sanções aos regimes aliados de Havana, o governo norte-americano impôs ao Brasil uma elevação de 25% nas tarifas de importação, alegando pendências comerciais antigas. Poucos dias depois, veio um acréscimo extra de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob o argumento de combate ao trabalho forçado. A chancelaria brasileira classificou as medidas como injustas e politicamente motivadas diante das eleições de 2026.

Choque ideológico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem criticado a hegemonia dos Estados Unidos e mantido diálogo com governos considerados autoritários na região. Rubio, por sua vez, atribui a Lula responsabilidade pelo impasse, afirmando que o líder brasileiro estaria priorizando “ego” em vez dos interesses nacionais.

Relatório sobre apoio cubano a guerrilhas

O documento divulgado pelo Departamento de Estado reacendeu o debate sobre o apoio logístico e político dado por Cuba a grupos armados brasileiros nas décadas de 1960 e 1970. Embora essas organizações não existam mais, o relatório destaca a ligação histórica de setores da esquerda do PT com o regime cubano e com o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Risco de sanções individuais

Analistas consultados pelo governo brasileiro avaliam que a atual gestão de Lula ainda é vista em Washington como “centro-esquerda” e, portanto, fora do escopo imediato das sanções mais duras aplicadas a líderes classificados como “extrema-esquerda”. Mesmo assim, especialistas alertam que o conceito de terrorismo pode ser ampliado para atingir organizações e políticos alinhados a regimes adversários dos interesses dos EUA.

Com a escalada de medidas comerciais e diplomáticas, interlocutores no Itamaraty veem as relações bilaterais no nível mais tenso desde o início do atual mandato presidencial.

Com informações de Gazeta do Povo