Washington, 27 de julho de 2026 – A expiração, nesta segunda-feira (27), da renovação automática das autorizações de trabalho ligadas ao Status de Proteção Temporária (TPS) deixa cerca de 353 mil haitianos nos Estados Unidos à beira do desemprego.
O TPS é um benefício concedido pelo governo norte-americano a cidadãos de países assolados por guerras, desastres naturais ou crises humanitárias severas. Enquanto a designação permanece em vigor, esses imigrantes podem viver e trabalhar legalmente em território americano.
A pressão aumentou após decisão recente da Suprema Corte que autorizou o Departamento de Segurança Interna (DHS) a encerrar o programa para grupos específicos, entre eles haitianos e sírios. Sem documento de trabalho válido, empresas e instituições ficam impedidas, por lei, de manter esses funcionários.
Impacto direto na Igreja Católica
Em Miami, o arcebispo Thomas Wenski calcula que entre 40 e 50 colaboradores haitianos da Arquidiocese – muitos atuando na Catholic Health Services – podem ser desligados nos próximos dias. “São trabalhadores essenciais no cuidado de doentes e idosos”, alertou o religioso, destacando o clima de incerteza que atinge famílias inteiras.
Preocupação também em Ohio
No estado de Ohio, especialmente em Springfield, organizações como a St. Vincent de Paul já preparam auxílio para aluguel e contas básicas, prevendo uma onda de perda de renda e possíveis processos de deportação. Líderes locais temem impactos econômicos significativos caso esses postos voltem a ficar vagos.
Caminho político indefinido
A Câmara dos Representantes aprovou projeto que prorrogaria o TPS dos haitianos por mais três anos, mas a proposta encontra-se parada no Senado. Enquanto isso, entidades religiosas e grupos de assistência pedem “soluções compassivas” que mantenham famílias unidas, salientando que o Haiti continua mergulhado em violência e colapso econômico.
Sem acordo em Washington, centenas de milhares de haitianos encaram agora a perspectiva de perder o sustento e, em última instância, de serem forçados a deixar os Estados Unidos.
Com informações de Gazeta do Povo