ABU DHABI – O governo dos Emirados Árabes Unidos informou nesta terça-feira (28) que o país deixará a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na próxima sexta-feira, 1º de maio.
“Esta decisão segue uma revisão abrangente da política de produção dos Emirados Árabes Unidos e de sua capacidade atual e futura, e baseia-se em nosso interesse nacional e em nosso compromisso de contribuir efetivamente para atender às necessidades urgentes do mercado”, afirmou o Ministério da Energia em comunicado.
Motivos para a saída
Segundo o jornal The New York Times, autoridades emiradenses avaliavam há meses abandonar a Opep por considerarem que as cotas de produção do cartel limitavam injustamente suas exportações.
Histórico dentro da organização
Os Emirados Árabes ingressaram na Opep em 1967, sete anos depois da criação do grupo, e figuraram como o terceiro maior produtor de petróleo da entidade em fevereiro de 2026, atrás apenas da Arábia Saudita e do Iraque, de acordo com dados da emissora CNBC.
Contexto regional
A saída ocorre em meio a uma crise que afeta os países do Golfo Pérsico, cujas exportações estão prejudicadas pelo bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz. O bloqueio é um desdobramento da guerra travada pelo Irã contra Estados Unidos e Israel, iniciada em 28 de fevereiro e atualmente em cessar-fogo.
Com a confirmação, os Emirados Árabes Unidos se tornam o primeiro membro do Golfo a deixar a Opep em meio ao conflito regional recente.
Com informações de Gazeta do Povo