Um documento de 570 páginas, divulgado nesta quinta-feira, 1º de maio de 2026, nos Estados Unidos, alega que a gestão do presidente Joe Biden utilizou órgãos federais para discriminar cidadãos cristãos em diferentes frentes.
Acusações sobre manifestantes pró-vida
Segundo o relatório, o Departamento de Justiça teria aplicado a lei de acesso a clínicas de maneira desproporcional. Manifestantes favoráveis ao aborto teriam recebido, em média, três meses de prisão, enquanto opositores cristãos teriam cumprido cerca de 14 meses. O caso de Mark Houck é citado: absolvido pela Justiça, ele foi detido em casa por 16 agentes do FBI, diante dos filhos, apesar de ter se oferecido para se apresentar voluntariamente.
Sanções a servidores públicos e universidades
Durante a pandemia de Covid-19, milhares de funcionários federais que solicitaram isenção vacinal por motivos religiosos foram demitidos ou suspensos, aponta o documento. Além disso, universidades cristãs teriam passado por fiscalizações mais rígidas, resultando em multas recordes impostas pelo governo federal.
Impacto na educação básica
Distritos escolares teriam incluído conteúdo sobre temas LGBT no ensino fundamental e criado barreiras para que pais retirassem seus filhos dessas aulas. O texto menciona ainda orientações federais para demitir professores cristãos que recusassem o uso de pronomes ou o reconhecimento de identidades de gênero conflitantes com suas crenças.
Monitoramento de grupos católicos
O FBI é acusado de classificar católicos tradicionalistas como possíveis extremistas domésticos. A investigação sobre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X é apresentada como exemplo: a apuração, iniciada após a prisão de um frequentador de uma capela, teria se estendido ao padre responsável e a familiares sem ligação com crimes.
Origem e objetivo do relatório
A Força-Tarefa para Erradicar o Viés Anticristão, criada durante o governo Donald Trump, elaborou o documento. O grupo conclui que políticas da atual administração teriam equiparado crenças religiosas tradicionais a formas de preconceito. O texto defende a revogação de diretrizes adotadas sob Biden e a restauração plena dos direitos civis e da liberdade religiosa.
A força-tarefa pretende usar as conclusões para pressionar o Congresso e as agências federais a reverem normas consideradas discriminatórias.
Com informações de Gazeta do Povo