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Trump endurece sanções contra Cuba e mira bancos, energia e parceiros internacionais

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WASHINGTON (01/05/2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (1º) um decreto que amplia o escopo das sanções econômicas contra Cuba, classificada pela Casa Branca como “ameaça extraordinária” à segurança nacional.

A nova ordem executiva impõe punições a bancos estrangeiros que mantenham negócios com o governo cubano e torna mais rígidas as restrições migratórias envolvendo cidadãos da ilha. Além disso, a lista de alvos passa a incluir indivíduos ligados aos setores de energia e mineração, bem como integrantes do aparato de segurança cubano acusados de corrupção e violações graves de direitos humanos.

Pressão sobre fornecedores de petróleo

O decreto também atinge países que exportam petróleo para Cuba. Washington ameaça aplicar tarifas a essas nações, o que já levou alguns fornecedores a reduzir ou suspender embarques. A escassez de combustível provocou apagões, cortes no transporte interno e a redução de voos internacionais para Havana.

As medidas reforçam a política adotada desde janeiro, quando os Estados Unidos passaram a limitar o envio de petróleo à ilha. O governo Trump exige que Havana promova abertura econômica, indenize empresas norte-americanas por bens expropriados após a Revolução de 1959 e realize eleições consideradas livres e justas.

Havana reage com manifestação

No mesmo dia do anúncio, o governo cubano organizou um ato em frente à embaixada norte-americana em Havana. Autoridades mobilizaram trabalhadores do setor público e militantes do Partido Comunista de Cuba (PCC). Segundo o governo, centenas de milhares participaram, defendendo a soberania nacional e condenando as sanções.

“O governo dos Estados Unidos recorre mais uma vez a medidas coercitivas unilaterais, ilegais e abusivas contra Cuba”, escreveu o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, na rede X.

Com o novo pacote, Washington amplia a pressão sobre setores estratégicos da economia cubana, enquanto o regime em Havana denuncia a escalada como tentativa de sufocar financeiramente a ilha.

Com informações de Gazeta do Povo