França, 16 jun. 2026 – O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitaram qualquer tipo de cumprimento após a foto oficial da cúpula do G7, realizada nesta terça-feira.
O clima de distanciamento ocorre em meio ao aumento das tensões bilaterais. Nas últimas semanas, Washington incluiu as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas, medida contestada pelo governo do Brasil.
Além disso, o governo Trump anunciou no início de junho a possibilidade de impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, citando práticas consideradas desleais, como o sistema de pagamentos Pix e a comercialização de itens piratas na Rua 25 de Março, em São Paulo.
Horas antes do registro fotográfico, Lula abordou o combate ao crime organizado em discurso ao plenário do G7. Segundo ele, a criminalidade “desvia recursos que deveriam ir para escolas, hospitais e estradas”, mas o esforço internacional “precisa respeitar a soberania dos Estados” – comentário interpretado como recado direto aos EUA.
Embora uma reunião entre os dois presidentes fosse cogitada nos bastidores do encontro, nenhum dos países confirmou agenda bilateral. Desde sua chegada à França, Lula reuniu-se com o presidente francês, Emmanuel Macron; a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; o presidente da Suíça, Guy Parmelin; e os líderes da União Europeia, Ursula von der Leyen e António Costa.
Com a ausência de contato direto entre Lula e Trump, a expectativa de distensionar a relação Brasil-EUA segue indefinida no cenário pós-G7.
Com informações de Gazeta do Povo