Representantes dos caminhoneiros e integrantes do governo federal firmaram nesta quarta-feira (25) um compromisso para postergar qualquer paralisação nacional da categoria. O entendimento foi selado durante reunião no Palácio do Planalto que tratou do piso mínimo do frete e da manutenção integral da medida provisória (MP) do setor.
Ao final do encontro, não houve anúncio de greve. O Executivo prometeu defender no Congresso o texto original da MP que atende reivindicações dos transportadores.
“Diálogo evita greve”, diz ministro
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que a mobilização foi suspensa porque o governo atendeu às principais demandas. “Existiam grupos que apostaram no caos para fazer politicagem eleitoral. As organizações de caminhoneiros tiveram responsabilidade de olhar para os trabalhadores e não fazer política”, declarou.
Cobrança continua no Legislativo
Para o presidente do Sindicam Santos, Luciano Santos de Carvalho, o acordo elimina, por ora, a perspectiva de paralisação, mas mantém a pressão sobre o Parlamento. “Ganhamos uma batalha; a disputa agora é no Congresso Nacional”, ressaltou.
Também participaram do encontro dirigentes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e de sindicatos regionais.
Fiscalização reforçada
Além de bancar o texto da MP, o governo anunciou intensificação na fiscalização do mercado de combustíveis. A operação envolverá a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Polícia Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e os Procons estaduais, visando coibir práticas abusivas que elevam o custo do diesel.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) detalhou ainda mecanismos eletrônicos de controle e cruzamento de dados para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete. Empresas reincidentes poderão sofrer suspensão cautelar ou até perda do registro.
A greve de 2018, que paralisou o país por dez dias, segue como alerta sobre a dependência do transporte rodoviário na economia brasileira. Por ora, a nova paralisação fica em compasso de espera enquanto a categoria acompanha a tramitação da medida provisória em Brasília.
Com informações de Gazeta do Povo